O novo ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, defendeu que a MP 2215, de 2001, seja reavaliada. Segundo ele, a medida que retirou benefícios dos militares foi editada sem uma consulta profunda e provocou mudanças da noite para o dia. “Dormimos de um jeito e acordamos de outro”, criticou. O ministro destacou que ainda não tratou do assunto com o presidente Jair Bolsonaro.

Hoje, durante a transferência de cargo do ministro da Defesa, Bolsonaro voltou a defender a revogação da medida que, entre outras coisas, acabou com a promoção automática dos militares que passam para a reserva, o auxílio-moradia e o adicional de inatividade dos militares. “Temos como herança desse governo, que citei agora há pouco, a MP 2215, que esperamos não deixar completar 19 anos”, disse Bolsonaro. A MP foi sancionada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 31 de agosto de 2001.

Azevedo e Silva reforçou que ainda não falou do assunto com Bolsonaro e não teve a oportunidade de sentar para conversar sobre “assuntos da Defesa”. Ele lembrou que Bolsonaro já defendia o tema como parlamentar. Em 2015, Bolsonaro pediu ao então ministro da Defesa, Aldo Rebelo, a revogação da medida. Ele afirmou que isso significaria “a volta do direito dos militares”.

O ministro também ressaltou que a estrutura do Ministério da Defesa foi a que menos passou por mudanças e que a pasta lida com problemas estratégicos que independem de governo. “É continuar o que está sendo feito”, declarou.