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Novo experimento pode questionar as leis básicas da física

Crédito: Reprodução/Pexels

Se confirmada, a descoberta pode apontar para a existência de formas ainda desconhecidas de matéria e energia e abrir as portas para uma nova física. (Crédito: Reprodução/Pexels)

Uma partícula minúscula, o múon, pode questionar as leis básicas sobre as quais o mundo da física opera há décadas, de acordo com os resultados preliminares de um experimento realizado nos Estados Unidos.

Os pesquisadores anunciaram na última quarta-feira (7) que viram como os múons – partículas semelhantes aos elétrons, mas mais pesadas – se comportam de uma forma que não condiz com o Modelo Padrão, a teoria fundamental para explicar o funcionamento das partículas fundamentais do universo.

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Se confirmada, a descoberta pode apontar para a existência de formas ainda desconhecidas de matéria e energia e abrir as portas para uma nova física.

Embora os resultados do experimento ainda sejam preliminares, os responsáveis ​​destacam a enorme precisão dos testes realizados no laboratório do Fermilab, unidade de aceleração de partículas do Departamento de Energia dos Estados Unidos localizada no estado de Illinois.

A descoberta foi feita passando múons por um campo magnético e vendo que eles não se comportavam como esperado com base no modelo padrão. Os responsáveis ​​apontam que a discrepância entre as medidas feitas e as previsões segundo as leis da física aponta para a existência de partículas que essa teoria não leva em conta.

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Os resultados do Fermilab – projeto com mais de 200 cientistas de sete países – parecem confirmar achados semelhantes obtidos em 2001 no laboratório norte-americano de Brookhaven e que já começaram a lançar dúvidas sobre as leis da física utilizadas até então.

Segundo os responsáveis ​​pelo experimento, os novos resultados, somados aos de 2001, ainda estão aquém do necessário para se falar de uma descoberta oficial segundo os padrões da física, mas a probabilidade de que sejam fruto de uma coincidência estatística é apenas de 1 em 40 mil.

“Depois de 20 anos desde que o experimento de Brookhaven terminou, é muito gratificante finalmente resolver esse mistério”, disse Chris Polly, co-porta-voz do projeto e que participou do experimento anterior.

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