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Novo estudo mostra os perigos do maior vulcão da Terra

Crédito: Reprodução/Unsplash

Especialistas analisaram dados de satélite de radar e estações de GPS para precisar onde o magma entranhou na superfície. (Crédito: Reprodução/Unsplash)

Um estudo de pesquisadores da Universidade de Miami determinou que sob o Mauna Loa, o maior vulcão em escudo da Terra localizado no Havaí, existe uma acumulação de magma que poderia provocar um terremoto e uma erupção catastrófica.

Especialistas analisaram o movimento do solo medido por dados de satélite de radar interferométrico de abertura sintética (InSAR, na sigla em inglês) e estações de GPS para modelar com precisão onde o magma entranhou a superfície e como o influxo de magma mudou com o tempo.

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Os cientistas constataram que durante os anos de 2014 a 2020 um total de 0,11 quilômetros cúbicos de magma fresco entranhou em um corpo de magma semelhante a um dique – grandes formações que surgem durante solidificação do magma em fendas da crosta terrestre – localizado embaixo e ao sul da caldeira do cume a uma profundidade de 2,5-3 quilômetros.



Pesquisadores foram capazes de terminar que em 2015 a aglomeração do magma fresco começou a se expandir para sul, onde a elevação topográfica é menor. No entanto, em 2017, após o fluxo de magma diminuir, o centro de deformação voltou a sua posição anterior. Estas mudanças de um corpo de magma nunca foram observadas anteriormente.

Além disso, foi detectado o deslocamento ao longo de uma falha horizontal embaixo do flanco oriental do vulcão, mas nenhum movimento foi verificado sob o flanco ocidental. Isto indica a probabilidade de surgimento de um terremoto com epicentro abaixo do flanco ocidental e subsequente erupção do vulcão se o influxo de magma continuar.

Segundo especialistas, o Mauna Loa é um vulcão relativamente jovem (algo entre 600 mil e um milhão de anos), e chama a atenção pelo seu rápido crescimento ao tamanho massivo pelo qual o conhecemos hoje.

Ele já teve diversos episódios de erupção ao longo de sua história – com destaque para 1942, quatro meses após o ataque japonês a Pearl Harbor durante a Segunda Guerra Mundial, bem como o mais recente, em 1984.

Felizmente, a maior parte de suas erupções não foram do tipo explosivo (pense naquela “cuspida” de lava expelida pelo topo, como se vê em alguns filmes) e se parecem mais com um “vazamento”.

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