Dinheiro em Ação

Novo ânimo para a BRF

Papéis avulsos

DIN1020-emacao2A crise que se abateu sobre o mercado desde o dia 18 de maio teve alguns ganhadores. Um deles foi a BRF. A empresa vinha sendo duramente punida pelos investidores desde a operação Carne Fraca, em março. No entanto, desde a turbulência provocada pela delação premiada dos irmãos Batista, seu valor de mercado aumentou R$ 2,5 bilhões. No mês, a alta acumulada das ações é de 15,5%. O motivo é simples: a delação afetou muito os papéis da JBS, mas não o competitivo agronegócio brasileiro. Há outros motivos para os ganhos. Além de atrair investidores, a BRF tem chances de ser favorecida no varejo. Sob pressão, a JBS pode desacelerar os investimentos na marca de alimentos Seara, que vinha se posicionando como a principal concorrente da Sadia e da Perdigão, e abrir espaço para a BRF nas gôndolas. Com isso, ela poderá estancar a perda de mercado nos supermercados para a Seara, que vem ocorrendo desde 2014.

 



Varejo

BR Malls capta R$ 1,73 bilhão

Carrefour
Foto: Divulgação

A administradora de shopping centers BR Malls captou R$ 1,73 bilhão em uma colocação de 157,28 milhões de ações ordinárias com esforços restritos na segunda-feira 22. Após o lançamento, o capital social da empresa subiu para R$ 10,39 bilhões, dividido em 872,24 milhões de ações. O sucesso da operação, realizada em meio à turbulência recente do mercado, mostra que ainda há demanda por boas histórias e empresas com perspectivas viáveis. Lançadas a R$ 11, as ações haviam subido 7,5% até a quinta-feira 25, para R$ 11,83. Os recursos servirão para reduzir dívidas e financiar aquisições.

 

Touro x Urso

DIN1020-emacao3Após o solavanco de 8,8% no dia 18 de maio, o Índice Bovespa recuperou-se parcialmente e registrou um ganho de 2,5% até a quinta-feira 25. No entanto, nenhum analista arrisca-se a prever um cenário para a Bolsa. A constatação melancólica é que o pregão de maio de 2016 assemelha-se ao de março de 2016: dominado pela política, e com as empresas em compasso de espera

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Quem vem lá

Carrefour confirma IPO

A rede varejista francesa Carrefour protocolou, na terça-feira 23, seu pedido para abertura do capital da holding Atacadão, que controla suas operações no Brasil. O pedido é preliminar, sem data marcada para a operação, e não especifica quanto a empresa pretende captar. Na estimativa dos analistas, será uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de até R$ 8 bilhões. A conclusão, porém, dependerá das condições de mercado.


 

Destaque no pregão

Avança a permuta da Gerdau

Gerdau
Foto: Antônio Gaudério/Folhapress

A Metalúrgica Gerdau informou, na quarta-feira 14, que sua Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações ordinárias da controlada Gerdau será realizada por meio de uma permuta. A empresa vai adquirir ações ON e vai pagar com ações PN. Segundo a empresa, a meta é adquirir até 88 milhões de ações ordinárias, e o valor a ser pago será R$ 13,02 por ação. Toda essa movimentação foi causada por uma operação estruturada entre a siderúrgica e o banco BTG Pactual. Em 2014, o banco adquiriu 6,6% das ordinárias da Gerdau que pertenciam à BNDESPar, empresa de participações do BNDES. Posteriormente, ele usou os papéis como colateral na operação com a Gerdau. No ano, as preferenciais caem 11,7% e as ordinárias sobem 19,6%.

Palavra do analista:
Segundo os analistas da Citi Corretora, a desvalorização do real nas últimas semanas é positiva para as siderúrgicas brasileiras, e as mais beneficiadas são Gerdau e Usiminas. Os analistas recomendam compra para os dois papéis

 

Quem não veio lá

Ser desiste de vender ações

Janguiê Diniz
Foto: Pedro Dias / Ag. Istoe

A Ser Educacional, de Janguiê Diniz, desistiu de captar R$ 445 milhões por meio de uma venda de ações. A empresa informou, na noite da quarta-feira 24, que a demanda foi suficiente, mas que o preço ficou abaixo do esperado. A meta da companhia era vender os papéis por R$ 25,50, cotação próxima aos R$ 25,52 registrados no dia 12 de maio. No entanto, a média das propostas chegou a R$ 21,50, o que desestimulou a companhia. No ano, as ações sobem 24,2%.

 

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Mercado em números

OI
R$ 63,9 bilhões – É o total das dívidas da operadora de telefonia, segundo a 7a Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A companhia deve para cerca de 55 mil credores, dos quais 4.074 trabalhistas

CPFL RENOVÁVEIS
R$ 250 milhões – É o valor que a empresa de energia do interior paulista pretendia captar por meio de uma emissão de debêntures simples, mas a companhia desistiu do lançamento

RECRUSUL
70% – É a fatia de ações ordinárias da fabricante gaúcha de carrocerias refrigeradas que foi vendida a novos controladores na quarta-feira 24, disparando uma alta de 56% nas cotações

ITAÚ UNIBANCO
4,71% – É o percentual de ações ordinárias e preferenciais em circulação que o banco vai adquirir até novembro de 2018, sendo 3,15% das ações ordinárias e 1,56% das ações preferenciais

IOCHPE-MAXION
300 mil – Foi o total de ações ordinárias da empresa de máquinas agrícolas adquiridas no programa de recompra lançado no fim de abril