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Nova York reabrirá escolas fundamentais em dezembro, apesar do avanço da pandemia

Crédito: AFP

Pais de alunos nova-iorquinos participam de protesto em frente à Prefeitura para pedir a reabertura das escolas, em 20 de novembro de 2020 (Crédito: AFP)

A cidade de Nova York vai reabrir as escolas primárias, que terão aulas presenciais para alunos com necessidades especiais de todas as idades a partir de 7 de dezembro, apesar do aumento recente de casos do novo coronavírus, anunciou neste domingo (29) o prefeito Bill de Blasio, sob pressão dos pais.

O prefeito anunciou o abandono da ordem que determinava o fechamento de todas as escolas se a taxa de testes positivos superasse 3% durante sete dias seguidos, em um momento em que os casos aumentam em Nova York – o maior distrito escolar do país -, quando a taxa atual é de 3,1%.

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“Agora temos muitas provas do quão seguras podem ser as escolas”, informou De Blasio durante coletiva de imprensa, e disse que todos os alunos que voltarem às aulas serão submetidos a testes de covid-19 semanais no lugar dos mensais.



“Quando for possível, avançaremos a um aprendizado pessoal cinco dias por semana” para estes alunos, acrescentou em sua conta no Twitter.

Até agora, as aulas presenciais só foram disponibilizadas duas a três vezes por semana.

“Queremos nossas crianças tanto tempo quanto for possível na sala de aula. Nossas famílias também querem. Trabalharemos para que isto aconteça”, disse o prefeito democrata.

As aulas para alunos que não são do fundamental, nem têm necessidades especiais, continuarão sendo 100% remotas.

Nova York suspendeu todas as aulas presenciais em 19 de novembro, em meio a uma segunda onda de covid-19, porque a cidade alcançou a marca de 3% de testes positivos, acordada com o sindicato dos professores para decretar o fechamento.

A decisão enfureceu milhares de pais, que protestaram em frente à Prefeitura porque bares e restaurantes continuam abertos, enquanto as escolas estão fechadas. Eles ressaltaram, ainda, o exemplo da Europa, onde as escolas permaneceram abertas apesar da pandemia.

Os pais argumentam que a taxa de exames positivos nas escolas é muitíssimo mais baixa do que no resto da cidade e que o fechamento prejudica as crianças menos favorecidas – como as 60.000 que não têm computador – e as mães que trabalham.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, advertiu neste domingo sobre um forte aumento na curva de contágios depois do feriado de Ação de Graças, e recomendou: “fechem os bares e mantenham as escolas abertas”.

As escolas de Nova York fecharam pela primeira vez em 16 de março, quando a cidade se tornou o epicentro nacional da pandemia que deixou mais de 24.200, mortos até o fim do ano letivo, em junho.

Após o verão no hemisfério norte, em setembro, Nova York foi a única grande cidade americana a reabrir as escolas particulares parcialmente para aulas presenciais, embora com um mês de atraso para instalar medidas de segurança negociadas com o sindicato de professores.

No entanto, do 1,1 milhão de alunos, apenas 300.000 aceitaram frequentar as aulas presenciais e o restante optou por um modelo 100% remoto.

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