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Nova York anuncia vacinação obrigatória contra a covid para o setor privado

Crédito: Pixabay

A partir de 14 de dezembro, aqueles entre 5 e 11 anos que quiserem participar de atividades extracurriculares de alto risco como atividades esportivas, bandas, orquestras e dança, terão que ter recebido ao menos uma dose da vacina (Crédito: Pixabay)

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou nesta segunda-feira (6) que todos os funcionários do setor privado na cidade mais populosa dos Estados Unidos serão submetidos a uma vacinação obrigatória contra o coronavírus a partir de 27 de dezembro.



O prefeito vai, desta maneira, mais longe que o presidente Joe Biden, cuja ordem de vacinação obrigatória, que deveria entrar em vigor em 4 de janeiro mas está atualmente suspensa pela justiça, envolvia apenas os trabalhadores das empresas com mais de 100 funcionários.

“Aqui, em Nova York, decidimos lançar um ataque preventivo (contra o coronavírus) para fazer algo ousado para frear a propagação da covid e os riscos que representa para todos”, disse De Blasio à rede de televisão MSNBC.

Ele destacou que todos os “trabalhadores do setor privado de Nova York estão sujeitos à obrigação de se vacinarem a partir de 27 de dezembro”, o que afeta quase 184.000 empresas e comércios.

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– Maiores de 12 anos só com duas doses –

As crianças também não foram poupadas. A partir de 14 de dezembro, aqueles entre 5 e 11 anos que quiserem participar de atividades extracurriculares de alto risco como atividades esportivas, bandas, orquestras e dança, terão que ter recebido ao menos uma dose da vacina.

A partir de 27 de dezembro, todos os maiores de 12 anos “terão que mostrar as duas doses da vacina” para poderem entrar em lugares públicos como restaurantes e teatros, destacou.

“Acredito que é uma boa ideia (…) para o bem comum”, declarou à AFP Sarah Dejam (de 30 anos), que trabalha no setor jurídico. “Muita gente pega este vírus, mesmo com a vacina”, justificou.

Já outros não estão de acordo com as medidas do prefeito impopular, que será substituído em 1º de janeiro por Eric Adams, eleito em novembro.

“Me surpreende que nosso prefeito use um recurso tão brutal, que ignora nossas tradições” de proteção da liberdade individual, comentou Jeff Bollerman, um homem de aproximadamente 40 anos que trabalha no setor financeiro local.

– Cidade em alerta –

Fortemente afetada pela primeira onda da pandemia, Nova York quer evitar ver de novo as imagens insuportáveis de necrotérios improvisados, a economia totalmente paralisada e a cidade fechada em confinamento. Ao menos 34.000 pessoas morreram pelo coronavírus nesta cidade.

As autoridades locais já obrigaram a vacinação primeiro para professores e profissionais da saúde. Desde 1° de novembro a obrigação foi ampliada para todos os trabalhadores municipais, incluindo a polícia, onde havia mais resistência, sob pena de perder o emprego.

O resultado desta política de pressão é que até o momento 94% dos trabalhadores do município estão vacinados e 89% dos adultos e mais de 125.000 menores de entre 5 e 12 anos receberam ao menos a primeira dose de alguma das vacinas disponíveis.

Atualmente, não é permitido entrar em nenhum restaurante, teatro ou cinema sem o certificado de vacinação. O documento também é exigido em muitos comércios.

A cidade se prepara para a presença confirmada da variante ômicron do coronavirus às vésperas do Natal, momento em que as ruas se enchem de pessoas, os turistas estão de volta e o fervor consumista está em plena ebulição.

Além de Nova York, quinze estados confirmaram a presença da altamente contagiosa variante ômicron.

O presidente Joe Biden anunciou na última quinta-feira uma campanha de inverno contra a covid-19, com novos requisitos de testes para os viajantes que chegam no país e um aumento dos esforços para ampliar a vacinação.

Em plena recuperação econômica e em um país profundamente dividido, a administração central enfrenta a resistência de muitos americanos a se vacinarem para frear a progressão do vírus.

Cerca de 40% do país ainda não está completamente vacinado e cerca de 110 milhões de pessoas não receberam nenhuma dose.


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