Economia

Nova tabela tem redução média de 20% no valor dos fretes

O ministro dos Transportes, Valter Casimiro, afirmou que a nova tabela de preços mínimos da Agência Nacional de Transportes (ANTT), divulgada nesta quinta-feira, 7, deve gerar uma redução de 20% nos valores dos fretes rodoviários. De acordo com o ministro, a alteração será publicada em edição extra do Diário Oficial da União ainda hoje.



Como parte do acordo feito com entidades dos caminhoneiros pelo fim da greve, o governo divulgou uma tabela de preços mínimos para frete no último dia 30, porém houve reação do setor produtivo. Segundo o ministro, não será possível chegar “num processo de perfeição agora”, mas a nova tabela “coloca o preço do frete mais próximo do que vinha sendo aplicado” no mercado e conta com apoio do agronegócio. Ele disse que representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e dos caminhoneiros participaram das discussões de hoje sobre a nova tabela.

“A [nova] tabela foi apresentada ao pessoal do agronegócio, e eles entenderam que a metodologia agora é factível para a contratação do frete com esses valores”, acrescentou.

O ministro estima que uma terceira tabela ainda será editada nos próximos 30 dias, após audiências públicas promovidas pela ANTT, para incluir contribuições de diferentes setores. “É um processo contínuo de modificação para que a tabela fique boa para todos os lados.”

Ele não descartou a possibilidade de haver novos preços de frete “em casos específicos”. “Em termos de custo não tem muito o que ainda mexe, mas há excepcionalidades”, ponderou. O ministro declarou que o governo confia que não haverá novas manifestações por causa da mudança da tabela, pois considera que não haverá prejuízos para nenhuma das partes.

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Sobre a elaboração de três materiais distintos num curto período de tempo, Casimiro justificou que a discussão pública das tabelas já estava prevista na Medida Provisória 832/18 que estabelece os preços mínimos. A MP determinava que a tabela fosse publicada em até cinco dias.

O ministro alegou que foi usada uma tabela de referência por causa do curto espaço de tempo, e admitiu que algumas distorções não foram identificadas naquele momento. “A primeira tabela veio com apenas um tipo de caminhão e isso dava um distorção”, explicou.


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