Dinheiro na Semana

Nova sinfonia para o turismo

Crédito: Divulgação

O sanfoneiro Gilson Machado é desde quarta-feira (9) o novo ministro do Turismo, no lugar do demitido Marcelo Alvaro Antonio. Fiel amigo do presidente Jair Bolsonaro, Machado é conhecido por ser figura constante nas lives presidenciais, onde aparece com seu indefectível instrumento. Produtor rural, empresário, veterinário e líder da banda Forró da Brucelose, o novo ministro era o presidente da Embratur, cargo que ocupava desde 2019. Em uma de suas aparições mais emblemáticas com o presidente, em homenagem às vítimas da Covid-19, tocou sanfona e cantou Ave-Maria de Schubert. Entre os feitos do novo ministro estão também multas por infrações ambientais – se livrou de pelo menos duas no Governo Bolsonaro. O ex-ministro Marcelo Alvaro Antonio caiu em desgraça não pelo suposto laranjal que teria arquitetado em Minas Gerais, com desvio de verbas públicas associadas a candidaturas do PSL. Caiu por ter acusado atacado num grupo de Whatsapp que reúne os ministros e o chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

1.000 dias

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Desde que Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados, no Rio de Janeiro, no dia 14 de março de 2018. A data foi lembrada terça-feira (8) em todo o país, com homenagens à vereadora, manifestações em redes sociais e protestos de rua contra o crime, ainda sem solução, mesmo com dois suspeitos da execução presos. Falta saber quem foi o mandante do assassinato e quais as motivações.

Eleições em xeque

Yuri Cortez

No domingo (6), o chavismo – simbolizado pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro – foi o grande vencedor das eleições parlamentares do país. O pleito, totalmente esvaziado pelo boicote de praticamente toda a oposição e pelo alto índice de abstenção da população (69%), trouxe à cena um diplomático Maduro. Ele até afirmou ter esperanças de dialogar com os Estados Unidos após a posse de Joe Biden. Mas de nada adiantou. Três dias depois, na quarta-feira (9), a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou resolução na qual não reconhece o resultado das eleições e acusa o regime de Maduro de estar consolidando uma ditadura. A iniciativa da OEA, impulsionada por Brasil, Colômbia e Estados Unidos, teve 21 dos 34 votos.

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Kevin Winter

Ou o equivalente a US$ 300 milhões, foi o valor negociado pelo cantor Bob Dylan e a Universal Music pelo catálogo completo de canções do artista. A obra, composta ao longo dos 60 anos de carreira de Dylan, tem mais de 600 trabalhos, até então administrados pela Sony/ATV.

Morte por IA

Mohsen Fakhrizadeh, importante cientista nuclear do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), foi morto em 27 de novembro no que o governo iraniano está chamando de assassinato por metralhadora alimentada por Inteligência Artificial (IA). Segundo relatos oficiais divulgados na semana passada, uma picape Nissan equipada com uma metralhadora abriu fogo contra a comitiva em que estava o cientista. Momentos depois, a picape explodiu. De acordo com o subcomandante do IRGC, Ali Fadavi, citado pela agência de notícias estatal Tasnim, “nenhum assassino estava presente no local do ataque”.

Na trave

Pedro Ladeira

O Supremo Tribunal Federal (STF) jogou, no último minuto, uma pá de cal sobre a possibilidade de reeleição dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. Não era essa a tendência da corte, no entanto. O placar: 7 votos a 4 contra a reeleição para Maia e 6 a 5 para vetar Alcolumbre – diferença graças ao malabarismo litúrgico do caçula da corte, Kassio Nunes Marques, que conseguiu ler na lei o impedimento de um (Maia, inimigo de Bolsonaro) e não de outro (Alcolumbre, mais próximo ao presidente). O jogo teria virado no fim de semana, com o entendimento, pela maioria dos ministros, da literalidade da Constituição, que veda a recondução de presidentes da Câmara e do Senado para o mesmo cargo dentro da mesma legislatura. Um dos fatores que teriam levado parte dos ministros a reconsiderar o voto, Luiz Fux entre eles, seria a possibilidade de um resultado favorável à reeleição ser bom para Gilmar Mendes, relator e entusiasta da reeleição da dupla de presidentes.

Morte na Itália

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No Brasil, um carrasco. Na Itália, um herói. O ex-futebolista Paolo Rossi morreu na quarta-feira (9) aos 64 anos de causa não divulgada. Ele ficou conhecido por ter feito os três gols da vitória da seleção italiana sobre o time brasileiro por 3 a 2 na Copa da Espanha, em 1982, no estádio Sarriá. O Brasil, dirigido por Telê Santana, tinha Falcão, Sócrates e Zico e era considerado um dos melhores da história. A Itália foi campeã do Mundo daquele ano e Rossi, o artilheiro do torneio. Para jogar a Copa, ele havia acabado de retornar de uma suspensão por compra de resultados no futebol, acusação que sempre rebateu. Rossi nasceu em Prato, na Toscana, e fez carreira por times de menor porte (Como, Perugia, Verona e Vicenza) e gigantes (como Juventus e Milan). Em 2002, Pablito, como os italianos o chamam, escreveu uma biografia cujo título resume sua trajetória: “Eu fiz o Brasil chorar”. Ele estava casado com Federica Cappelletti e tinha três filhos.

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