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O pódio do Bradesco

Ranking das marcas mais valiosas do Brasil completa 10 anos e a grife Bradesco, presente nos mais remotos rincões do País, é a campeã da década

O pódio do Bradesco

Marcelo Noronha: “Somos um banco para todos desde a nossa fundação” (foto: Claudio Gatti)

Quatro histórias, um destino. O carioca Pedro Henrique, de 26 anos, estudava para um concurso público quando pegou um pedaço de papel, escreveu a frase “O melhor da vida é de graça”, fotografou e publicou a foto no Instagram. A contradição nesta história é a relação entre o digital e o artesanal. Pedro faz todas as artes à mão e não usa manipulação na edição das imagens. Mesmo que o cartão seja um meio antigo de mensagem, o escritor utiliza a internet para promovê-lo. Dessa forma despretensiosa, ele conquistou mais de 900 mil seguidores no perfil @umcartão, do Instagram.

O paulistano Paul Lafontaine é músico e pedagogo que criou o projeto Alma de Batera, em São Paulo, em 2008. A partir de uma metodologia própria, baseada no ensino tradicional, Lafontaine começou a ensinar bateria para crianças e jovens com algum tipo de deficiência, em aulas em grupo. A carioca Tereza Elina de Castro Borges matriculou seu filho Thiago, que tem síndrome de Down, em uma escola de natação para ajudar a tratar de seus problemas respiratórios. Dedicado, Thiago viajou o mundo e conquistou vários títulos. Tereza tornou-se não só uma mãe torcedora, mas também diretora de uma equipe de pessoas com deficiência que se superam nas piscinas.

Pedro Henrique, Lafontaine, Tereza e Thiago são quatro “anônimos” brasileiros que terão a honra de carregar a tocha olímpica, que percorrerá 300 cidades das cinco regiões brasileiras de 3 de maio até 4 de agosto, véspera da abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro. O quarteto, assim como outras 1,5 mil pessoas, foi escolhido em votação pelas redes sociais para representar suas comunidades em uma ação liderada pelo Bradesco, patrocinador dos Jogos Olímpicos e do tour da Tocha. Os candidatos precisavam ser donos de histórias que representassem o ideal olímpico.

“Mais de 15 mil pessoas participaram”, diz Marcelo Noronha, vice-presidente do Bradesco. “Somos um banco para todos desde a nossa fundação.” Essa é uma das razões do poder da grife Bradesco, que subiu ao pódio da década no ranking AS MARCAS MAIS VALIOSAS DO BRASIL, promovido pela DINHEIRO em parceria com a Kantar Vermeer, consultoria ligada ao grupo britânico WPP. Com um valor médio anual de US$ 5,6 bilhões, ela liderou a pesquisa publicada desde 2007. Itaú, com US$ 5,1 bilhões, e Petrobras, com US$ 4,8 bilhões, completam o pódio.

A Skol, da Ambev, ficou em quarto, com US$ 4,6 bilhões (confira quadro aqui). “Existe um estilo de ser do Bradesco”, afirma Eduardo Tomiya, diretor-geral da Kantar Vermeer e responsável pela pesquisa. “As pessoas são muito orgulhosas de seu modelo, das agências e até da carreira fechada, em que um funcionário que começou de baixo pode virar presidente.” E completa: “É uma cultura empresarial baseada em trabalho e honestidade.” A Olimpíada será chave no trabalho da marca Bradesco em 2016.

O banco patrocina também seis confederações e o time de atletas que vão representar o País nos Jogos do Rio de Janeiro, chamado de time BRA por razões óbvias (de Brasil e de Bradesco). Além disso, apoiará a Paraolimpíada, que acontece em setembro. Essa foi uma decisão pensada pelo banco, que queria expor sua imagem nos dois eventos, mostrando seu compromisso com a inclusão social.

Somente isso, no entanto, é incapaz de explicar a força da marca Bradesco. Ao longo dos anos, sob o comando de Lázaro Brandão, que preside o conselho de administração, e de Luiz Carlos Trabuco, seu presidente-executivo, o Bradesco implantou uma ousada estratégia de estar presente em todos os rincões. O banco tem a maior rede nacional de distribuição, com mais de oito mil pontos de vendas, entre agências, postos e correspondentes bancários.

Todas as cidades do Brasil, sem exceção, têm contato com a marca. “Queremos a inserção total do banco em nosso País”, diz Noronha. Desde 2009, o Bradesco conta com uma agência fluvial, que leva inserção bancária para as comunidades ribeirinhas do Amazonas. Hoje, são dois barcos que contam com tecnologia capaz de realizar transações online, como se o cliente estivesse em uma agência em São Paulo. “Foi uma oportunidade”, diz a artesã Rosa Dávila, da comunidade do Bom Caminho, às margens do Rio Solimões. “Antes, uma artesã não conseguia abrir uma conta bancária.”

Colaborou: Geovana Pagel

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