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Telhado de vidro

 Após reestruturar suas operações, que não cresciam na velocidade desejada pela matriz britânica, a Carglass investe em lojas maiores e aposta no crescimento do mercado de seguros para automóveis

Telhado de vidro

Espaço ampliado: Luiz Novaes,presidente da Carglass,pretende abrir três lojas até o final do ano.Para isso,vai investir R$ 50 milhões (foto: Olga Vlahou)

Em outubro de 2014, o executivo paulistano Luiz Novaes, na época sócio-diretor da gestora Advisia Investimentos, recebeu uma ligação de representantes da empresa britânica Belron, a maior companhia de reparação e troca de vidros automotivos do mundo, com € 3 bilhões de faturamento, e dona da marca Carglass. A proposta era que o braço de consultoria da Advisia fizesse um plano de reestruturação da sua subsidiária brasileira. O executivo se debruçou durante três meses em um projeto para melhorar os resultados da empresa, que estava patinando há anos, com crescimento abaixo dos 5%. O executivo estreitou o relacionamento com as seguradoras, enxugou os custos e criou uma estrutura para atender melhor os clientes nas lojas, com salas confortáveis, wifi, além do tradicional cafezinho. “Os planos foram colocados em prática no mês de janeiro e a Carglass fechou 2015 com um aumento de 12% nas receitas”, diz Novaes. 

A parceria entre britânicos e brasileiros evoluiu. Advisa e Belron, hoje, operam conjuntamente a Carglass no Brasil, por meio de uma joint-venture, cuja presidência está a cargo de Novaes. E o negócio cresceu. A empresa está lançando versões de lojas maiores, chamadas de supercenter, cada uma com 1,5 mil m². O espaço é 15 vezes maior do que os pontos de venda convencionais, com capacidade para atender até 250 carros por dia. Hoje, a marca possui 40 lojas espalhadas pelo País, além de estar presente em outras 1,4 mil vidraçarias automotivas. Cada supercenter custará R$ 2 milhões. O primeiro será inaugurado em março, na cidade de São Paulo. “A intenção é termos mais três até o fim do ano”, diz Novaes. “Enxergamos potencial para uma loja dessas em todas as capitais brasileiras.” Até 2018, a empresa planeja investir R$ 50 milhões, primariamente na abertura de lojas.

A maior parte dos seus negócios acontece por conta da parceira com grandes seguradoras, como Itaú Seguros, Bradesco Seguros e a Porto Seguro. “É uma renda mais certa do que a venda para pessoas físicas”, diz Novaes. A questão é que apenas 30% da frota automotiva brasileira está segurada. Por outro lado, esse setor  vem crescendo. Segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), de janeiro a outubro do ano passado, o avanço foi de 3,5%. O maior cerco aos desmanches de carros ilegais, que se alimentam de roubos de carros e promovem uma concorrência desleal ao varejo de peças, também conta a favor das seguradoras. “O encerramento de desmanches irregulares ajuda a inibir o furto de veículos”, diz Neival Freitas, diretor-executivo da FenSeg. “Com isso, podemos diminuir valores e atrair mais clientes.” É o que a Carglass precisa para proteger suas vidraças.  

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