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A Dafiti quer fazer moda no Natal

A varejista eletrônica de moda compra duas concorrentes, testa uma loja-conceito e lança sua marca própria

A Dafiti quer fazer moda no Natal

Malte Huffman, fundador: “Nas pequenas cidades, damos acesso a certas marcas que nunca chegariam lá” (foto: Luisa Santosa/Ag. ISTOÉ)

Uma reportagem de tevê sobre o menor município brasileiro, Serra da Saudade, em Minas Gerais, virou motivo de orgulho para os sócios-fundadores da Dafiti, a maior empresa de comércio eletrônico de moda do País, criada pelos alemães Malte Huffman e Malte Horeyseck, o francês Thibaud Lecuyer e o brasileiro Philipp Povel. No lugarejo de 818 habitantes, uma mulher passou ao fundo da imagem com uma embalagem da Dafiti. Era a prova de que a companhia já consegue chegar aonde nenhuma grande empresa do setor está estabelecida.

“Nas pequenas cidades, damos acesso a certas marcas que nunca chegariam lá”, afirma Huffman. “Nos locais mais afastados do Brasil, o consumidor passou a comprar moda pela internet, sem antes se tornar um cliente das lojas físicas.” Desde sua fundação em 2011, a Dafiti – que já teria recebido R$ 500 milhões em aportes de investidores, como o Rocket International e JP Morgan – se esforçou para construir uma estrutura que lhe permitisse chegar a todo o Brasil. Agora, a fase é diferente.

No comércio eletrônico de moda, a expectativa é atingir o retorno dos investimentos depois de sete anos de operação. Nesse nicho, as margens de operação são melhores do que nas demais categorias de vendas online. Mesmo assim, é difícil escapar da tendência de prejuízos, comum ao e-commerce, em geral. “Muitas melhorias de rentabilidade vêm com escala, mas algumas estratégias para promover o crescimento vão contra a rentabilidade”, diz Huffman. As aquisições são um exemplo.

Em julho, a Dafiti assumiu o controle da Kanui, de artigos esportivos, e da Tricae, de produtos para bebês. Para viabilizar as transações, o controlador da Dafiti, o Global Fashion Group, fez um aporte de R$ 520 milhões. A receita deve passar de R$ 592 milhões, em 2014, para R$ 773 milhões, neste ano. Mas os custos relacionados à transação pressionam as margens. Para conseguir equilibrar essa equação, há uma série de iniciativas em andamento. A mais aguardada é a realização das primeiras vendas de Natal da coleção própria da empresa, a Dafiti Collection.

As primeiras coleções começaram a circular entre março e agosto, com 10 mil artigos Para o lançamento, a Dafiti inaugurou uma loja-conceito na Rua Oscar Freire, um dos endereços do varejo sofisticado de São Paulo. “Nós deixamos de ser uma plataforma que vendia moda, para nos tornarmos uma empresa de moda”, afirma Huffman “A coleção já representa 20% das vendas e, além de trazer exclusividade para o nosso portfólio, permitirá que sejamos mais rentáveis, a médio prazo.” O grande teste será, agora, com a chegada da coleção verão, que terá 12 mil produtos, para conquistar clientes na Black Friday, que acontecerá no dia 27 de novembro, e no Natal.

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