Negócios

Os planos do todo-poderoso da mídia

Brian Roberts fez da Comcast a líder global de comunicação. Agora, ele testará o seu poder para aprovar a compra da Time Warner Cable

A americana Comcast finalizou em 2013 a compra, por US$ 47 bilhões, da NBC Universal, de uma das maiores empresas de entretenimento do mundo. O movimento deu a uma única companhia uma presença dominante em setores complementares, como a oferta de internet banda larga e de tevê por assinatura e de produção e transmissão de conteúdo televisivo e cinematográfico. Para conseguir a aprovação governamental, foi necessário que Brian Roberts, o presidente do conselho de administração e CEO da Comcast, exercesse todo o seu poder de influência. Agora, ele precisará colocar de novo para operar, a todo vapor, a sua máquina de lobby, cujos gastos custaram US$ 18 milhões em 2013. 

 

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Nas nuvens: Roberts aumentará, depois da fusão, o seu controle do tráfego de internet nos EUA

 

Na quinta-feira 13, o executivo anunciou a compra da Time Warner Cable (TWC), a segunda maior empresa de cabo e banda larga americana, por US$ 45 bilhões. Será que Roberts superará as resistências dos órgãos regulatórios e das associações de consumidores? Influência não falta. O atual presidente da FCC, a agência reguladora das comunicações dos EUA, é Tom Wheeler, ex-lobbista-chefe do setor de cabo. Já o diretor da divisão antitruste do Departamento de Justiça é William Baer, advogado da NBC durante a fusão com a Comcast. Mas as vozes contrárias se levantam. Um dos grupos que contestam a nova operação é formado por acionistas minoritários da TWC. 

 

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Relações amistosas: o CEO (à dir.) da Comcast foi fotografado

jogando golfe com o presidente Obama

 

Eles alegam que os executivos da empresa desprezaram propostas de aquisição anteriores, insinuando que eles receberão um prêmio de U$ 60 milhões por favorecerem a Comcast. Um motivo determinante para Roberts querer a TWC é ganhar um maior poder de barganha para enfrentar as rivais Netflix, Apple (iTunes) e Google (YouTube). Essas empresas são responsáveis por grande parte do tráfego de dados que passam pelas redes da Comcast. E representam os novos meios de entretenimento que estão roubando aceleradamente a audiência dos canais a cabo comercializados pelo grupo. Caso não possa evitar que os jovens optem pelo Netflix, em vez de canais por assinatura, Roberts quer, pelo menos, ter o controle dos preços de transmissão de dados pela internet e também poder limitar o volume de conteúdo que os consumidores receberão em suas casas.

 

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