Negócios

Mickey e sua mina de ouro


Roa-se de inveja Tio Patinhas! O simpático ratinho e também colega de trabalho na americana The Walt Disney, Mickey Mouse, movimentou US$ 5,8 bilhões no ano passado, estampando produtos dos mais diferentes tipos. Mickey, sozinho, é um indústria gigantesca. Sua receita impressiona até quem produz artigos que exigem tecnologia de última geração, como é o caso da brasileira Embraer. Respeitada mundialmente, a fabricante verde-amarela de jatos tem uma receita anual ao redor de R$ 6,5 bilhões (mais de US$ 2 bilhões (mais de US$ 2 bilhões), ou seja, quase um terço do que fatura o personagem da companhia americana. Mickey está prestes a completar 80 anos, mas nem a avançada idade não o impede de colocar para escanteio adversários jovens. É o caso do urso Winnie the Pooh ou Puf, como é conhecido no Brasil, e sua turma. Eles encostaram no personagem da Disney, mas não tiveram fôlego para ultrapassá-lo. Ficaram mesmo com uma receita ao redor dos US$ 5,6 bilhões. Logo atrás, surgem ainda os novatos Frodo ? do filme O Senhor dos Anéis ?, Harry Porter, Nemo, Bob Esponja e outros. Basta dar uma rápida passada de olhos no desempenho total da Disney para entender que o sorridente Mickey é na verdade uma mina de ouro.

No ano passado, o faturamento integral da empresa foi ao redor de US$ 27 bilhões. Isso significa que o roedor representou quase 22% da receita. E olha que há muito tempo Mickey não aparece nas telas de cinema, grande trampolim da indústria de licenciamento. Há os desenhos animados e os DVDs, mas a principal razão do sucesso do camundongo está na construção de sua imagem nas últimas oito décadas. Mickey ainda continua sendo a cara da Disney, o garoto-propaganda dos pacotes turísticos, o símbolo maior do mundo da Fantasia. Ele vende de tudo, de chaveiros a computadores, de roupas a abajures e bichos de pelúcia. Em agosto último, o personagem serviu de fonte de inspiração para o lançamento do microcomputador da empresa, o Disney Dream Desk PC. Todo em azul, o produto se diferencia justamente no monitor, que carrega uma orelha de rato em cada lado. E não é só isso. Tanto que só o monitor pode ser adquirido por US$ 299, enquanto todo o equipamento custa US$ 599.

A notícia sobre o bom desempenho do Mickey vem em boa hora. Até porque o grupo passa por uma série de transformações, depois que Roy Disney, o sobrinho do fundador da empresa, e o ex-diretor Stanley Gold abriram fogo contra a administração do executivo-chefe Michael Eisner há um ano. Ambos lançaram a campanha ?Salve a Disney?, questionando as práticas de Eisner. No meio deste intenso fogo cruzado, Eisner resolveu jogar a toalha em setembro, anunciando que deixará o cargo em 2006, quando terminará o seu contrato. Foi uma boa desculpa, porque nem os principais indicadores da empresa foram suficientes para convencer os críticos. Em 1984, quando Eisner assumiu o posto, a Disney faturava US$ 1,7 bilhão. E em 2005, a previsão é que o grupo tenha venda de US$ 30 bilhões. E nesta conta, a indústria chamada Mickey Mouse terá importância fundamental.

 

 


CHAPÉU:
Artigo obrigatôrio durante a visita à terra da fantasia


PISCINA INFANTIL:
Vira febre entre a juventude do mundo todo


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Um dos objetos mais negociados
ao redor do mundo


CABIDE:
Novidade aproxima o personagem do seu público-alvo


ABAJUR:
Cresce interesse por produtos
que estampam a marca do rato