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AQUI NÃO TEM TEMPO RUIM

A trajetória da Saint-Gobain no Brasil pode ser contada de várias formas. A melhor delas, certamente, é através dos números. Para começar, a empresa não sabe o que é prejuízo há 65 anos, desde que se instalou no Brasil. Também não conhece o significado da palavra estagnação em suas vendas. Nos últimos dois anos a rentabilidade do grupo avançou de 8% para 20%. As receitas cravaram R$ 3,4 bilhões em 2002, um salto de 100% em relação ao apurado em 1996. E os investimentos crescem a cada temporada. Com o braço forte da matriz, um conglomerado que fatura US$ 33 bilhões no mundo, a filial gastou, na última década, mais de US$ 2 bilhões em uma política agressiva de aquisições de empresas com potencial de mercado para torná-la líder nos segmentos em que atua: vidro, abrasivos, canalizações, cerâmicos e plásticos.
Ao todo, foram adicionados nove logotipos à constelação que compõe o grupo ? hoje formado por marcas como Santa
Marina, Brasilit, Quartzolit e Telhanorte, entre outras. Uma
boa parte dos investimentos também foi direcionada para o que Jean-Claude Breffort, principal executivo da Saint-Gobain no
Brasil, convencionou chamar de ?a revolução industrial? da subsidiária. Esse processo foi marcado por investimentos na modernização do parque produtivo. Em suma, eis aqui uma
empresa que não conhece tempo ruim. ?Vivemos o nosso melhor momento nos últimos 25 anos?, festeja Breffort.

De acordo com o executivo, boa parte do ganho de 2002 se
deu graças ao desempenho da rede varejista de materiais de construção Telhanorte, adquirida em 2000. A prioridade do grupo para 2003 é ampliar seu espaço nesta área. Até o final de maio
está prevista a abertura de três novas lojas, elevando para 17 os pontos de venda. Essa operação consumirá investimentos da ordem de R$ 60 milhões. Segundo Breffort, está descartada a aquisição de alguma empresa concorrente para levar a bandeira Telhanorte além das fronteiras de São Paulo. ?Preferimos crescer organicamente, através da abertura de filiais?, argumenta o executivo. E não é só no Brasil que o Saint-Gobain tem uma posição forte no varejo da construção civil. Desde à aquisição da francesa Poliet em 1996, o segmento vem ganhando destaque nas finanças do grupo, responsável por quase US$ 10 bilhões.

Atenção com o varejo, força redobrada na parte industrial. A partir deste ano serão gastos R$ 350 milhões apenas na manutenção e atualização das 50 fábricas existentes no Brasil, que fazem desde vidro e caixa d?água a materiais cerâmicos. ?Temos 70% de nossas receitas mundiais fora da França. E o Brasil sempre foi uma grande aposta?, afirma Breffort.

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