Negócios

TRAMA PARA OUVIR E VESTIR

Braço multimídia do Grupo VR, controlado pela família Szajman, a gravadora Trama prepara-se para lançar-se em duas direções contrárias. Um dos olhos do jovem herdeiro André Szajman volta-se para fora das fronteiras do País, com a exportação das canções compostas e interpretadas pelos músicos de seu elenco de contratados. O outro tem o foco dentro das próprias origens dos negócios do clã: a venda de roupas. Animado com a popularidade crescente de seus artistas ? em janeiro a empresa recebeu seu primeiro disco de ouro, que corresponde à marca de 100 mil cópias vendidas do CD de Pedro Mariano ?, ele já encomendou a estilistas o desenvolvimento de uma coleção para a grife Trama, com modelos na linha street-wear. Não há data para o lançamento e Szajman não revela quanto está sendo investido nesse novo negócio. ?O mercado externo é a nossa prioridade para este ano?, afirma o jovem executivo.

A internacionalização do selo chega três anos após algumas vitórias importantes. Artistas de seu cast (Fernando Porto, DJ Mark, Otto e Max de Castro) têm obtido grande repercussão no exterior. A meta é expandir o faturamento global em 40% este ano, fechando 2002 com receitas de R$ 36 milhões. A exportação de talentos da Trama se dará em duas frentes: por meio de assinatura de acordos de distribuição com selos locais e também pela venda direta. ?Já contratamos as empresas especializadas em divulgação?, explica João Marcello Bôscoli, sócio da companhia.

Mas não são apenas na exportação e na criação da grife que estão concentrados os planos da Trama. A gravadora ? que vendeu apenas 300 CDs em seu primeiro ano de vida, 1998 ? projeta aumentar sua fatia no mercado local, atingindo vendas de 1,5 milhão de discos este ano. A partir deste patamar, Szajman acredita ser possível tornar o negócio lucrativo e recuperar os R$ 15 milhões investidos no projeto. Apesar de a gravadora estar sob o abrigo de um conglomerado que fatura R$ 2 bilhões por ano e cujo acionista majoritário é seu pai, Abram, o empresário garante que não entrou nesse ramo por diletantismo: ?Nossa meta é transformar essa divisão em um negócio altamente lucrativo?, garante Szajman.

 

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