Negócios

Ficção científica nas tevês da LG

Depois de um daqueles dias exaustivos, o coreano Un Chul Hwang deixa a sede da LG Eletronics e vai para o seu apartamento no bairro paulistano do Morumbi. Ao chegar, gosta de se ajeitar numa confortável poltrona para curtir uma das suas diversões, assistir à tevê. Até aí, nada de mais, não fosse pelo fato de o ?brinquedinho hi-tech? que o presidente da subsidiária brasileira da muiltinacional coreana tem na sala de casa ser a primeira unidade do modelo WP 32? no País. Trata-se do aparelho mais sofisticado da linha de produção da LG, com desembarque previsto para o mês que vem no Brasil. Com a nova tevê, os coreanos sonham alto: virar sinônimo de tecnologia no segmento. ?Estamos trabalhando na convergência de sistemas. O consumidor da LG terá todas as possibilidades de imagem em um único aparelho?, diz Hwang. A principal novidade será a capacidade do equipamento de ser adaptado a transmissão digital, que entra em campo no mercado brasileiro a partir de 2001 e deve movimentar por volta de R$ 5 bilhões nos primeiros cinco anos. É justamente no segmento digital que a companhia coreana está de olho. Enquanto ele não chega, os consumidores podem ir se deliciando com outras novidades da WP 32″. O modelo promete mais qualidade na exibição de imagens de DVD e tem outros atrativos como a sintonia de dois canais ao mesmo tempo (cada um ocupa metade da tela). Além disso, é possível ampliar a imagem em virtude do formato da tela.

O aparelho começa a ser fabricado em Manaus ainda este mês. Hwang acredita que nem mesmo o preço salgado de R$ 3,3 mil vai desencorajar os clientes. Isso porque o equipamento é destinado a um nicho que se importa mais com tecnologia do que com preço. Ou seja, não é um modelo para brigar pelo mercado convencional. Tanto que não espera vender mais do que 500 unidades por mês.

Sem saber se a WP 32? vai virar sucesso, a direção da LG prefere comemorar outros números. A companhia coreana deve terminar o ano dobrando a participação nas vendas de tevês, passando dos 6% do mercado nacional registrados em 1999 para 12%. A produção da empresa deverá chegar a 900 mil unidades neste ano, sendo 600 mil para o Brasil. Segundo a Eletros, que representa o setor, em 2000 a produção de aparelhos para o mercado interno poderá chegar a 4,5 milhões de unidades ? um aumento de cerca de 10%. As vendas de tevês representam 20% do faturamento da LG no Brasil. Neste ano, o faturamento da empresa deverá ser de R$ 97 milhões e pela primeira vez desde que se instalou no País, em 1995, a operação fechará no azul. Para os fanáticos por tecnologia, Hwang avisa: vai lançar no Dia das Mães de 2001 as tevês de cristal líqüido e de plasma, com mais recursos, mais definição de imagem e menos emissão de radiação.

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