Negócios

Exportação na panela

A Newell Rubbermaid é conhecida em seu mercado-mãe, os Estados Unidos, como uma colecionadora de marcas e de bons negócios. Sua constelação de empresas responde por um faturamento anual de mais de US$ 8 bilhões. No Brasil, ela começa a confirmar a fama. Chegou de fininho em meados de 1998, arrebatou a Panex, líder do mercado de panelas, levando de uma só tacada as marcas Rochedo, Penedo e Clock. De lá para cá, modernizou fábricas, abriu novo centro de distribuição e totalizou mais de 40 lançamentos. Resultado: ganhou quatro pontos percentuais do mercado, subindo de 28% para 32%. Cada percentual desse setor movimenta hoje mais de R$ 3,6 milhões. No ano passado, a Panex registrou vendas de R$ 87 milhões e prevê fechar 2000 com R$ 103 milhões. As exportações respondem por 20% da receita. Detalhe: 80% embarcam daqui para a matriz. ?Adaptamos nossos produtos para atender ao mercado americano?, explica Marcelo Pesce, diretor de marketing. As panelas chegam hoje a mais de dez países da América Latina. Até o final do ano estarão na África e no Oriente Médio.

 

Para crescer, a Panex está fazendo acordos com grandes fornecedores de matéria-prima, como a DuPont e a Alcan. No primeiro caso, a fabricante de antiaderente, artigo mais conhecido como teflon, quer ampliar o uso desse material no Brasil, onde o índice de penetração é modesto, de 33%. Na Alcan, o esforço também é grande. Mais de US$ 6 milhões serão aplicados nos próximos anos na fabricação de discos de alumínio, próprios para utensílios domésticos.

Mesmo com toda a efervescência do setor e a boa performance da Panex, a atuação da Newell Rubbermaid não se resume a panelas de pressão e frigideiras. A empresa está ensaiando alguns passos para fortalecer por aqui as operações de algumas de suas grifes. Acaba de fechar acordo com a Resiplastic, de São Paulo, para produzir no País os brinquedos plásticos da marca Little Tikes. E tem mais novidades: a Newell já rascunhou as estratégias locais para a divisão de papelaria da Gillette, adquirida por US$ 700 milhões. Um escritório foi instalado na sede da Panex, em São Bernardo do Campo, para ampliar as vendas nacionais das marcas Parker, Paper Mate, Waterman e Liquid Paper. A colecionadora de grifes está só começando.

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