Negócios

A casa da educação

Alguma coisa de bom acontece nas imediações do cruzamento da Avenida Ipiranga com a São João. No coração de São Paulo, em um casarão amarelo, de amplas janelas, na rua Guaianases, crianças e adolescentes pobres da redondeza estão recebendo aulas especiais. Seus pais vivem com menos de três salários mínimos por mês e também ocupam as carteiras escolares. Ali funciona a Casa da Solidariedade, mas, por três meses, psicólogos e pedagogos vão falar de educação sexual, da prevenção à Aids e dos riscos da gravidez precoce. A instituição é do governo estadual. Porém, quem tomou a iniciativa de organizar o curso, e o está patrocinando, é o maior laboratório do mundo, a Pfizer, colosso que fatura US$ 32 bilhões por ano. Pela primeira vez desde que chegou ao Brasil, em 1952, a multinacional decidiu ir além das cercas de sua propriedade e envolveu-se diretamente com os problemas da comunidade. Encomendou ao Instituto Kaplan, uma ONG que é centro de estudos e pesquisas em sexualidade, o projeto que vai beneficiar mil pessoas. Além dos 250 estudantes que freqüentam a Casa da Solidariedade, haverá orientação sexual para os deficientes mentais e físicos assistidos na Estação Especial da Lapa e os velhinhos do Núcleo de Atendimento ao Idoso, programas do Fundo Social do governo.

?O apoio à comunidade é uma das principais regras da empresa?, ressalta Eduardo Najjar Roque, diretor de Assuntos Corporativos da Pfizer. ?Como este é o primeiro de muitos projetos que queremos realizar, o estamos acompanhando passo a passo.? O custo do programa é de R$ 150 mil. Valor inexpressivo comparado ao faturamento do laboratório no País, dono de marcas comercializadas com sucesso como o Viagra, indicado para disfunção erétil. Em 1999, as vendas chegaram a US$ 460 milhões. Mas o gesto é significativo. A estréia da Pfizer em ações diretas ligadas à área social é comemorada pela diretora da Casa da Solidariedade, Maria de Fátima Corrêa Crespi. ?O Estado não está se eximindo de responsabilidades, mas a sociedade, por meio de parcerias, deve participar na solução de problemas.? A diretora do Instituto Kaplan, Maria Helena Gherpelli, avalia a atitude da Pfizer como ousada e importante. ?A empresa está garantindo educação sexual às crianças carentes, aquelas que mais precisam e menos oportunidades têm de obter orientação correta.? A garotada que, volta e meia, cruza a mais famosa esquina do País, agradece.
 

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