Tecnologia

O CUPIDO DA ERA DIGITAL

Em 1995, um estudante de economia magrelo passava suas noites em restaurantes e bares de Nova York, sem beber. Tentava convencer os proprietários a pagar US$ 300 para ter uma página na Internet. Era o início da popularização da rede e David Bernad, um espanhol de 20 anos, acreditava muito no potencial de seu portal Arriba New York!, destinado a turistas latino-americanos. Quebrou a cara: o negócio fechou em 1997, por pura falta de receita. A experiência abriu seus olhos. ?Sem ajuda de investidores e de parcerias, é muito difícil uma empresa ter sucesso na rede?, diz Bernad. Hoje, ele é um especialista justamente na intermediação de encontros entre grandes investidores e empresas pontocom voltadas para a América Latina. Faz o papel do casamenteiro empresarial que põe o capital e as idéias na mesma mesa, e os faz conversar. É um negócio inédito que, sim, tem dado certo. Sediada em Miami, a Latin Venture já garantiu investimentos de US$ 35 milhões para o mundo virtual latino-americano. Tudo através da realização de seminários, onde cerca de 300 banqueiros e proprietários de empresas iniciam entendimentos. Na semana passada, Bernad estava em São Paulo para preparar o primeiro encontro brasileiro, no hotel Sheraton Mofarrej, nos dias 4 e 5 de dezembro. Na lista de convidados, representantes de instituições como o Morgan Stanley, Citigroup e Chase, entre outros.

?Bancos de investimentos da Europa e Estados Unidos estão dispostos a injetar US$ 2 bilhões na América Latina?, diz Bernad. ?A quebradeira de empresas de Internet não os assusta, desde que os projetos sejam confiáveis.?

O perfil de empreendimento seguro, segundo ele, são companhias que já atuam na antiga economia e estão dispostas agora a se expandir pelo mercado pan-americano. Um dos ícones desse tipo de negócio para Bernad é o recém-criado portal de vendas Latinexus, que reúne grandes grupos industriais, como a brasileira Votorantim e as mexicanas Cemex e Alfa, para comercializar encomendas de cimento e produtos químicos. O consumo doméstico também atrai os investidores. Entre as empresas que a Latin Venture conseguiu capitalizar, está a Dgolpe, que vende música no formato MP3. Depois de um seminário em Miami, o banco texano Hicks Muse Tate & Furst investiu US$ 7 milhões no site, voltado para a América Latina. ?O que fazemos é iniciar conversas. Vários investidores nem nos informam dos negócios fechados, por razões de sigilo?, diz Bernard. Chama a atenção o fato de boa parte das empresas voltadas para a América Latina ter sede nos Estados Unidos. Explicação do casamenteiro: os investidores confiam mais em uma companhia que esteja próxima deles.

 

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