Investidores

A HORA DO RISCO MÁXIMO

Pode até soar como uma contradição, mas os analistas financeiros garantem: os momentos de incerteza econômica favorecem os investimentos de risco. Então, diante do atual cenário de iminência de guerra, do temor da inflação e da expectativa quanto às reformas econômicas, quem decide enfrentar a ameaça de perder todo o dinheiro aplicado em troca da chance de lucrar muito pode aproveitar os fundos derivativos (com vários tipos de ativos financeiros ao mesmo tempo) ou os contratos de opção de ações (direito de comprar ou vender um papel por um preço pré-determinado em uma data futura). O ganho pode chegar a 100% num
curtíssimo prazo, de até um dia. ?Para quem sabe especular, a crise aumenta as chances de lucro. A hora é ideal?, diz Valestan Ribeiro, do Lemon Bank.

Para esse tipo de investidor, a variação desgovernada dos preços dos contratos de opções de ações vira uma grande parceira. Cada mudança abre uma possibilidade de ganho. Na última semana, a opção da ação da Embraer variou 80% em um dia, o que significa lucros e perdas na mesma proporção, dependo da estratégia do investidor. No pregão convencional da Bovespa (mercado à vista), a variação foi de 12%. Em opções são negociados papéis ? Telemar, Embraer, Petrobras e Telesp Celular ? que apenas dão o direito para a compra ou venda da ação. Na operação, o investidor só paga pelo prêmio (direito de comprar ou vender), cujo valor é calculado pela diferença entre a cotação atual e a projetada para o futuro. Ele pode negociar esse papel várias vezes durante o mesmo pregão e embolsar a diferença do valor pago pelo prêmio. ?O ideal é aplicar valores baixos nas opções, no limite de R$ 50 mil. Se os grandes percentuais ficarem negativos, não vão causar tantos estragos?, ensina Ribeiro. Isso porque, se na data do vencimento da opção, a ação não alcançar a cotação prevista no contrato, o prejuízo é certo. O investidor perde o dinheiro investido no prêmio.

Porém, os iniciantes na especulação durante a crise devem começar com os fundos de investimentos multimercados. Afinal, neles a árdua missão de acertar o momento exato de vender um ativo no futuro, o chamado time, é entregue para o gestor da aplicação, um profissional. ?Temos que ter precisão cirúrgica para escolher a estratégia e calcular o risco?, afirma José Tovar, diretor da ARX que acabou de lançar o Arx Plus.O fundo, que já tem um patrimônio de R$ 10 milhões, opera com diversos ativos, usa o mercado futuro e faz alavancagem (aplica valores acima do patrimônio). Pelo regulamento, pode apostar até 125% a mais do que o dinheiro total da carteira.

Porém, há um problema que ameaça constantemente este tipo de aplicação. ?É muito fácil ter sangue-frio para lidar com o risco quando os negócios estão no lucro. Mas basta um erro banal do gestor para o investidor desesperar?, diz Roberto Apelfeld, do Citibank. Se o resultado de uma alavancagem não corresponder aos ganhos esperados, o patrimônio não será suficiente para quitar o investimento no futuro. Quem paga a conta é o cotista. ?No longo prazo, o gestor tem mais chance de acertar do que errar?, diz Sérgio Kokuto, do BankBoston.

Veja também

+ Bolsonaro posta foto com filha e rebate crítica: “Já tomou Caracu hoje?”

+ Faça em casa receita de pudim com milho e leite condensado

+ Ex-capa da Playboy é presa acusada de tráfico de drogas em rede de prostituição

+ Com bumbum à mostra, Ivy Moraes filosofa no Instagram

+ Saiba por que as farmacêuticas vêm testar vacinas no Brasil

+ Namorada de Marco Verratti exibe fotos sensuais

+ Lívia Andrade posa de fio dental

+ Auxílio emergencial: Caixa credita hoje parcela para nascidos em janeiro

+ Google permite ver animais em 3D com realidade aumentada

+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?