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PREÇO DE USADO E VOA COMO NOVO

Depois do boom nas vendas de helicópteros no Brasil, entre 1995 e 1998, chegou a vez dos aparelhos usados pousarem nas vitrines dos principais revendedores do País. São bons, mais baratos e quase novos. A maioria procedente dos hangares de pessoas que usavam as máquinas para pequenos trajetos, como de um bairro para outro nas grandes cidades. ?Esta é a 1ª safra do mercado secundário de helicópteros no Brasil?, diz Flávio Pires, diretor da Líder Aviação, que representa a empresa norte-americana Bell.

Hoje, existem máquinas para todos os gostos e bolsos. Vão dos aparelhos de primeira linha que ultrapassam US$ 10 milhões até os pequenos helicópteros de US$ 200 mil. A diferença de preço entre novos e usados deve ser observada de acordo com algumas características de depreciação. Entre elas: o ano do aparelho e o número de horas voadas. ?De um ano para outro o valor do helicóptero cai, em média, 12%?, diz Allan James Paiotti, presidente da Audi Helicópteros.

Atividades policiais. No hangar da empresa existem boas oportunidades de negócios. É a chance de decolar sem ter de pagar uma fortuna. Um dos mais vendidos no mercado é o Robinson R22 Beta II. Esta aeronave é leve, conta com dois lugares e é apropriada para uso executivo, atividades policiais e escolta de carga. Uma máquina nova custa US$ 230 mil, já uma com três anos de uso varia entre US$ 105 mil a US$ 169 mil. A forma de pagamento é à vista, mas se você preferir a empresa indica um banco para financiar a máquina. Outro aparelho à venda é o R44 Raven. Ele tem espaço para quatro pessoas, geralmente é usado para serviços de táxi aéreo e é o mais vendido no mundo. Um R44 novo custa US$ 430 mil, já a mesma aeronave com dois anos de uso sai por US$ 380 mil. A diferença de US$ 50 mil se explica pela baixa depreciação do modelo. Isso porque ele tem liquidez no mercado devido à alta procura. O Esquilo AS 350 B2 também é um ótimo negócio. O aparelho conta com lugar para seis pessoas e seu nível de ruído é um dos mais baixos. Um exemplar novo custa US$ 1,9 milhão e o mesmo modelo com um ano de uso sai por US$ 1,37 milhão. Ou seja, a diferença é de US$ 530 mil, o equivalente a uma Ferrari 360 Spider mais um Porsche.

A média da frota brasileira de helicópteros é de 20 anos, entretanto, quem tem um aparelho sempre quer trocar por outro em no máximo cinco anos. ?É igual a um carro. Dá coceira para comprar outro?, afirma Pires, da Líder. Isso acontece porque os proprietários sempre querem novidades. Ou seja, trocar um helicóptero monoturbina por um biturbina. Pode ser uma explicação para o fato de o Brasil ter a sétima frota de helicópteros do mundo, com cerca de 800 aparelhos. Segundo a National Business Aviation Association, órgão que estuda o setor nos Estados Unidos, a cidade de São Paulo tem a maior frota do planeta com mais de 500 aparelhos. A tendência, dizem os executivos do setor, é este número aumentar cada vez mais. Vale lembrar que é preciso estar atento a detalhes importantes, como o histórico do aparelho, antes de investir na sua aquisição. Ou seja, se ele era usado por uma empresa, ou de apenas um proprietário e utilizado para lazer. Outro aspecto que deve ser analisado na hora da compra é a manutenção. O custo fixo é de, em média, R$ 17,5 mil por mês. Nesta conta estão incluídas as despesas com salário do piloto, hangaragem, seguro e IPVA. Há ainda o custo variável, que engloba o combustível e a manutenção. Para se ter uma idéia do que isso significa basta verificar a despesa por hora de vôo: R$ 425.

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