Investidores

Campeãs da transparência

Quem participa do mercado de ações já deve ter sentido uma diferença importante de dois anos para cá: as maiores empresas brasileiras estão investindo cada vez mais na transparência através da Internet. Seus acionistas agora encontram balanços, relatórios e as performances dessas companhias a qualquer momento, com um click no mouse, acessando suas homepages. A área vem ganhando tanto destaque que foi criado um ranking brasileiro das empresas que mantêm os melhores sites de relações com investidores (confira abaixo). O estudo acaba de ser concluído pela consultoria paulista MZ Consult, que analisou 88 das maiores companhias nacionais de capital aberto. Foram avaliados critérios como conteúdo e profundidade das informações, design, navegabilidade, tecnologia para manipular os dados, interatividade com o visitante e idiomas disponíveis. Para os acionistas, a pesquisa pode ser uma boa bússola ao escolher quem vai receber seu capital. ?A decisão de investir é muito rápida e a base disso é a informação que se tem sobre a empresa?, diz Eliana Rodrigues, gerente de relações com investidores da Brasil Telecom, a 2ª colocada.

 

Em nome dessa transparência as empresas que estão na bolsa andam investindo alto. O Unibanco (6º colocado), por exemplo, destina R$ 50 milhões por ano para sua homepage, dos quais 10% exclusivamente para a parte voltada a investidores. De fevereiro do ano passado, quando a área foi lançada até agora, o conteúdo aumentou em 10 vezes. ?A ação, como tudo o que é vendido, exige propaganda para o produto?, avalia Carlos Augusto de Oliveira Freitas, assessor de relações com investidores da Copene (3ª colocada). ?E a melhor que se pode fazer é mostrar que aquele negócio é bom, tem credibilidade e é bem gerido?. No site do campeão do ranking, o Itaú, por exemplo, há, além de relatórios, a evolução das ações, histórico dos dividendos, atas de assembléias, posição de market share e conferências com analistas de mercado. ?Antes, gerávamos a informação para o mercado sob demanda. Agora, podemos nos antecipar?, diz Geraldo Soares, superintendente de RI do Itaú.

 

Quem investe em ações de companhias que estão fora da lista deve, no entanto, ficar atento antes de usar o site para se informar. Na maioria dos casos avaliados, os dados estavam desatualizados ou a página era institucional, sem auxiliar os acionistas. ?Os melhores sites acabam com a informação privilegiada?, analisa Rodolfo Zabisky, da MZ Consult. Mesmo entre os vencedores (com pontuação entre 37 e 49) ainda faltam ajustes para chegar perto das empresas americanas (entre 60 e 94 pontos numa pesquisa semelhante). O principal problema daqui é a falta de divulgação da política de privacidade, que garantiria ao brasileiro a certeza de que suas informações são sigilosas e não serão comercializadas.

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