Economia

Zegna abre Semana de Moda masculina de Milão entre clássico e esportivo

A marca italiana Ermenegildo Zegna abriu a Semana de Moda masculina, nesta sexta-feira à noite (13) em Milão, com um desfile inspirado nos anos 1940 e 1950, misturando os estilos clássico e esportivo.

Para sua volta ao Zegna como diretor artístico, Alessandro Sartori escolheu o Hangar Bicocca para apresentar sua coleção outono/inverno 2017-2018.

Casacos longos e curtos, ternos e suéteres com capuz dominaram uma coleção multigeracional com modelos de todas as partes do mundo.

Os ternos, de casimira, ou de seda, as japonas de nobuk e as jaquetas eram usadas sobre blusas de gola V.

À noite, Zegna mostrou um homem de smoking com estampa “jacquard” e zíperes nos tornozelos.

Este foi o primeiro dos 37 desfiles que acontecerão até terça-feira (10) durante a Semana de Moda masculina de Milão.

As grandes marcas continuam fiéis ao evento, como Versace, Prada, Fendi e Armani que, como manda a tradição, será o último a apresentar suas criações, na terça, para esta temporada.

Como tem feito há vários anos, o estilista italiano se apoiará mais uma vez nos jovens talentos ao acolher três novas marcas vindas da Ásia: Yoshio Kubo (Japão), Moto Guo (Malásia) e Consistence (China e Taiwan). As três abrirão o desfile da Armani.

Outros grandes nomes estarão ausentes. Vivienne Westwood, Bottefa Veneta, Calvi Klein e Gucci, pois decidiram apresentar simultaneamente suas coleções masculinas e femininas no próximo mês.

A opção de desfile juntando homens e mulheres é, também, uma tendência cada vez mais vista, pois as marcas encontram duas grandes vantagens: maior visibilidade, atraindo mais veículos de comunicação, e a diminuição dos gastos com os desfiles.

Para compensar essas faltas, a programação foi enriquecida com outras grandes marcas como Moschino, Antonio Marras, Frankie Morello e Nº21, que voltarão às passarelas.

A nova Semana de Moda começa no dia em que termina a Feira de Moda em Florença, evento que o governo italiano anunciou que reforçaria o apoio.

Este ano, o governo aumentará em 45% o valor dado, que passará para 35 milhões de euros, contra os 24 milhões de euros de 2016.

A moda é o segundo maior setor industrial da Itália, atrás apenas do mecânico, e constitui 35% da indústria da moda europeia.