Edição nº 1052 12.01 Ver ediçõs anteriores

Entrevista

O relacionamento entre empresas e políticos sempre foi incestuoso

O relacionamento entre empresas e políticos sempre foi incestuoso

André Jankavski
Edição 20.01.2017 - nº 1002

O executivo Claudio Galeazzi é considerado um especialista em crises no meio corporativo. Foi responsável por comandar reestruturações ou “transformações”, como gosta de chamar, em gigantes como Lojas Americanas, Pão de Açúcar e, mais recentemente, BRF. Apesar de ter obtido êxito na maioria de seus trabalhos, recebeu a alcunha de “mãos de tesoura” por conta de sua fama de promover cortes agressivos, especialmente na folha de pagamentos. Atualmente, segundo ele, o apelido não o incomoda mais. “Os culpados são os que contratam desordenadamente em um momento de euforia, sem pensar nas consequências que isso trará em momento de crise”, diz. Em entrevista à DINHEIRO, na sede do banco BTG Pactual, onde atua como conselheiro, o executivo, que também comanda a consultoria Galeazzi & Associados, comenta a reestruturação do BTG após a prisão do ex-presidente André Esteves e sobre a relação entre empresas brasileiras e políticos. Confira, a seguir, a sua entrevista:

DINHEIRO – Como o senhor avalia a relação entre empresas e políticos?
CLAUDIO GALEAZZI – 
O Brasil está passando por uma enorme mudança de ética e moral. O relacionamento entre empresas e políticos sempre foi incestuoso. Eu tenho a impressão de que isso irá mudar. Caixa dois, por exemplo, está mais difícil de ocorrer. O relacionamento entre mercado e políticos já está mudando muito. Na Galeazzi & Associados, por exemplo, jamais trabalhamos para governos, seja diretamente ou indiretamente. É muito difícil implementar transformações ou reestruturações em uma empresa que possui interesses partidários.

DINHEIRO – A reestruturação nas estatais está no caminho certo?
GALEAZZI – 
Na Petrobras, o Pedro Parente é um executivo excepcional e que está tendo um momento ímpar. Ele está conseguindo deixar de fora interesses político-partidários e vem se cercando de pessoas excepcionais. O Parente vem fazendo o tipo de gestão que permite implementar as mudanças necessárias. Mudanças, que apesar de relevantes, seriam impossíveis lá atrás. Só não sei se no futuro pós-Parente, a Petrobras continuará sem as interferências políticas e partidárias.

DINHEIRO – Isso significa um início de uma nova era na gestão pública?
GALEAZZI – 
Sem dúvida, seria desejável que fosse o início de uma nova era. Quando a empresa não tem esse tipo de interferência, a tendência é que traga resultados, seja mais transparente e tenha mais responsabilidades morais e éticas.

DINHEIRO – Qual o papel que as companhias podem ter na transição?
GALEAZZI –
 Primeiro de tudo, ter uma postura ética. A justificativa de algumas das empresas é que se não entrar no esquema, acaba morrendo. Isso não é válido. Há empresas éticas e que não permitem serem envolvidas nesse tipo de processo e estão muito bem.

DINHEIRO – Como foi a transformação do BTG, desde que o André Esteves foi preso? Qual foi a sua participação?
GALEAZZI – 
O BTG foi um exemplo de transformação e reestruturação diante de uma crise externa. Um grupo especial foi formado para fazer um levantamento se o BTG e o Esteves tiveram, de alguma forma, participação. Foram contratadas consultorias internacionais que examinaram mais de um milhão de documentos. Dá para se imaginar o tamanho da pesquisa? Foi feito todo um levantamento de e-mails e contratos para saber se havia alguma indicação de algo errado. E, mesmo assim, não encontraram nada do Esteves e nem da empresa. O BTG não quis jogar para debaixo de tapete. Qualquer outra empresa poderia ter ficado em uma situação mais complicada, ainda mais um banco, que vive de credibilidade.

DINHEIRO – Como o senhor define o BTG antes e depois da prisão do André Esteves?
GALEAZZI – 
A diferença entre o que era antes e o que é agora é a ambição de crescimento. O banco estava crescendo muito rapidamente em todas as áreas, inclusive internacionalmente. O que ocorreu foi um banho de uma nova cultura. O banco diminuiu, mas é extremamente sólido e com uma rentabilidade para crescer de uma forma diferente. Hoje em dia, o BTG faz uma análise muito mais profunda de investimentos e ativos do que era feita antes. O banco tem bastante disponibilidade de crédito externo para poder ampliar o seu tamanho. Será um processo mais lento, porém, com muita solidez.

DINHEIRO – Crescer muito rápido foi o principal erro do BTG?
GALEAZZI – 
A alta disponibilidade de dinheiro permitiu que o banco crescesse daquela forma. Quando você cresce muito rápido, acaba gerando outros problemas. Não existe só um erro, mas um acúmulo de várias pequenas falhas. Porém, a ambição de crescimento muito rápido e a facilidade que o mercado oferecia na época resultaram nisso. Eu acredito em crescimento rápido, mas não excessivamente rápido.

DINHEIRO – A reestruturação no BTG foi uma das mais difíceis pela qual o senhor passou?
GALEAZZI – 
Foi a mais bonita. O André teve a prisão decretada no dia 25 de novembro do ano passado e, nos primeiros dias de dezembro, as medidas já estavam sendo tomadas. Houve corrida ao banco para resgate do dinheiro, mas os principais acionistas deram a própria garantia pessoal para evitar problemas. Toda a demonstração de uma reestruturação perfeita. Vendemos ativos importantes, mudamos o pensamento de crescimento externo, tivemos de cortar pessoas. Honramos todas as solicitações na mesma hora. A cautela foi total. Eu considero isso um exemplo de reestruturação.

DINHEIRO – O senhor acredita que o BTG possa ser um exemplo para outras empresas?
GALEAZZI – 
Sim. Por mais difícil e complicado que é uma situação de crise em uma empresa, eu acredito que existe possibilidade e probabilidade significativa de se reverter a crise. Depende muito da sua vontade, da coragem de implementar essas grandes transformações. Por pior que seja, sempre tem saída. Provavelmente, a empresa não será como antigamente, mas será muito mais sólida lá na frente. 

DINHEIRO – Se o senhor fosse o CEO responsável por alguma das empresas diretamente envolvidas em escândalos de corrupção, como atuaria?
GALEAZZI –
 As medidas precisariam ser draconianas para que as companhias sobrevivam e recuperem a credibilidade. Não é algo fácil.Provavelmente, essas empresas precisarão reduzir significativamente o seu tamanho e conviver com uma nova realidade. 

DINHEIRO – Quais seriam as medidas?
GALEAZZI –
 Principalmente a redução de tamanho da empresa. Viver em um mercado muito mais competitivo, já que não terá mais as facilidades de acordos. As empresas envolvidas na Lava Jato precisarão sobreviver por conta de suas competências e serviços prestados, o que é algo muito mais difícil. Se a empresa sobrevive somente com corrupção, ela não deve perdurar.

DINHEIRO – Na sua visão, assistiremos ao fechamento de algumas empresas que estão envolvidas na Lava Jato?
GALEAZZI –
 Algumas vão sobreviver e outras não. É um ambiente totalmente diferente do que estavam acostumadas. Terão algumas saídas efetivas do mercado e outras vão morrer. As que sobrarem terão que reduzir seu tamanho e sua própria importância para sobreviver.

DINHEIRO – Essas empresas podem recuperar a credibilidade? Algumas estão envolvidas em escândalos há décadas.
GALEAZZI – 
Eu não sei, pois é um problema endêmico, infelizmente. Faz parte da cultura brasileira.

DINHEIRO – É possível mudar?
GALEAZZI –
 Quando eu vejo o pensamento da anistia a crimes no Congresso, acho difícil mudar. Sempre haverá corrupção, mas não é possível que seja nesse nível envolvendo a elite política e empresarial. Eu acredito muito que as medidas que estão sendo tomadas pela Lava Jato irão contribuir para mudar o Brasil, mas agora já se falam até em punir juízes e procuradores.

DINHEIRO – O senhor sempre reclamou da alcunha de “mãos de tesoura”. Com o Brasil em crise, as gestões enxutas estão sendo mais valorizadas agora do que antes?
GALEAZZI – 
Sem dúvida o meu tipo de gestão é mais valorizado hoje. Essa gestão apresenta resultados. É só observar as ações. Quando eu entrei no Pão de Açúcar, a ação estava em R$ 36, quando eu saí, valia
R$ 60. Na BRF foi a mesma coisa.

DINHEIRO – O senhor sente que o seu desempenho também é mais valorizado hoje?
GALEAZZI – 
A imprensa sabe que colocar que 10 mil pessoas mantiveram seus empregos não chama a atenção. A audiência vem das 300 pessoas demitidas. A necessidade de sangue para vender notícia. Eu costumo dizer que os culpados são os que contratam desordenadamente em um momento de euforia e sem pensar nas consequências que isso trará em momento de crise, que é algo inevitável.

DINHEIRO – Hoje é tempo de ser conservador na gestão?
GALEAZZI – 
Se existir uma melhora econômica, que eu acho que vai demorar até 2018 e olhe lá, eu manteria uma postura cautelosa. Qualquer crescimento em função de melhora de mercado, eu teria certo cuidado. A tendência dos empresários brasileiros é maximizar tudo o que você puder para ter o lucro do momento. Muitas vezes, pensando no hoje, a empresa se prejudica lá na frente. É necessário sacrificar o presente para consolidar o futuro. Aí sim, a empresa terá um futuro de fato. Esta é a minha política.

DINHEIRO – Como o senhor está avaliando o governo de Michel Temer e a gestão de Henrique Meirelles na Fazenda?
GALEAZZI – 
Só posso dizer que eu gosto na medida em que eu comparo. É um mundo ideal? Não. Mas parece que Ilan Goldfajn, no Banco Central, e o próprio Meirelles, na Fazenda, estão bem intencionados em promover a economia e a credibilidade brasileira. Comparado ao que estava, é infinitamente melhor. Não sei se poderia ser melhor, diante de um cenário com tantas ameaças e incertezas, mas está sendo um governo bom nesse ambiente que estamos vivendo.

DINHEIRO – Neste momento de crise, a Galeazzi & Associados está tendo mais demanda?
GALEAZZI –
 Há uma demanda maior, mas devido ao tamanho dos pedidos, nós não temos como atendê-los por conta da nossa cultura. Desde nossa fundação, definimos que trabalharíamos com um número contido, de até 90 profissionais, para dar um atendimento mais personalizado. Para conseguir uma transformação ou melhora de performance, é necessário um time de muita qualidade para colocar em prática as mudanças necessárias. Então, não é que a empresa ampliou a sua participação em termos de mercado, ela simplesmente está tendo uma demanda maior, mas recusando projetos.

DINHEIRO – Quantas empresas estão atendendo?
GALEAZZI – 
Não estou tão presente. Considero-me uma rainha da Inglaterra e só vou para solenidades. Mas a consultoria deve manter perto de 20 a 25 companhias, no máximo. Quatro ou cinco funcionários por negócio.

DINHEIRO – Os pedidos estão vindo por conta da má condução do negócio ou pelo cenário ruim econômico?
GALEAZZI –
 O grande problema das empresas é sempre a gestão. Uma boa direção faz a empresa entrar na crise mais bem preparada para manter os seus resultados, se não da mesma forma, melhor que os da concorrência.

  • Dólar Comercial
    R$3,21000 +0,09%
  • Euro Comercial
    R$3,93970 +0,99%
  • Dow Jones
    25.803,20 +0,89%
  • Nasdaq
    7.261,0600 +0,68%
  • Londres
    7.780,30 +0,14%
  • Frankfurt
    13.298,40 +0,74%
  • Paris
    5.525,68 +0,29%
  • Madrid
    10.522,20 +0,53%
  • Hong Kong
    31.904,80 +1,81%
  • CDI Anual
    6,89% 0,00%

Contas públicas

Conta dos Estados sai do azul para rombo de R$ 60 bilhões


PagSeguro: um novo unicórnio brasileiro a caminho

Bastidores das empresas

PagSeguro: um novo unicórnio brasileiro a caminho

Se conseguir realizar o seu IPO nos Estados Unidos, a empresa brasileira do grupo de internet UOL conseguirá atingir um valor de mercado que pode variar entre US$ 5,4 bilhões e US$ 6,3 bilhões

“Nosso cliente vai usar milhas para pagar o Uber”, diz presidente da Smiles

Moeda Forte

“Nosso cliente vai usar milhas para pagar o Uber”, diz presidente da Smiles

PF tem aval para avançar na criação de polícia de fronteira

Contrabando

PF tem aval para avançar na criação de polícia de fronteira

Em fábrica da Fiat, operários e exoesqueletos

Montadora

Em fábrica da Fiat, operários e exoesqueletos

Air France rechaça relatório que culpa tripulação por acidente

Aviação

Air France rechaça relatório que culpa tripulação por acidente

Segundo a companhia, o relatório, que apresenta uma nova conclusão sobre o acidente, foi conduzido de forma unilateral e não contraditória, e nunca foi associado ao trabalho dos especialistas encarregados pela investigação


TV Dinheiro

Quais são os riscos de investir em Bitcoin?

Dinheiro sem susto

Dinheiro sem susto

Quais são os riscos de investir em Bitcoin?

O jornalista Cláudio Gradilone, editor de finanças da Dinheiro, comenta o futuro da criptmoeda.


Blog

Compass explode nas buscas do Mercado Livre e sobe 295% em apenas 6 meses

República do Automóvel

República do Automóvel

Compass explode nas buscas do Mercado Livre e sobe 295% em apenas 6 meses

O SUV mais vendido do País rouba o lugar do Honda HR-V no ranking dos 10 carros mais procurados no varejo eletrônico


Mundo

Mianmar e Bangladesh terão dois anos para repatriar refugiados rohingyas

Ásia

Mianmar e Bangladesh terão dois anos para repatriar refugiados rohingyas

Investimentos da China no exterior caem 29,4% em 2017

Gigante

Investimentos da China no exterior caem 29,4% em 2017

Não há solução mágica para crise da água, diz presidente do Conselho Mundial

Crise mundial

Não há solução mágica para crise da água, diz presidente do Conselho Mundial


Entrevista

‘A Aerolíneas Argentinas é uma empresa política’

Isela Costantini, general manager do grupo GST

Isela Costantini, general manager do grupo GST

‘A Aerolíneas Argentinas é uma empresa política’

Isela Costantini adora um desafio. Por isso ela aceitou o convite feito por Macri para assumir a Aerolíneas Argentinas. À DINHEIRO, ela conta os problemas enfrentados em seus anos à frente de uma das maiores estatais da Argentina e por que deixou a empresa


Economia


Importadores de carros ganham fôlego com o Rota 2030

Indústria automobilística

Importadores de carros ganham fôlego com o Rota 2030

Sem barreiras a veículos estrangeiros e com metas para ampliar a eficiência energética dos carros, nova política automotiva chacoalha desenho de forças do mercado nacional

Saiba quais são as obras que podem sair do papel com os novos leilões

Temporada aberta

Saiba quais são as obras que podem sair do papel com os novos leilões

Período eleitoral deve limitar execução de carteira de mais de 70 projetos federais de infraestrutura e de outros ativos oferecidos pelos Estados

Ele é o homem forte de Alckmin na economia

Persio Arida

Ele é o homem forte de Alckmin na economia

Persio Arida vai coordenar a equipe econômica do tucano na corrida presidencial

CVM proíbe fundos de investir em moedas virtuais

Controle

CVM proíbe fundos de investir em moedas virtuais

Xerife do mercado não considera a Bitcoin e outras criptomoedas como ativos financeiros

É possível dar um fim à crise da Venezuela?

América Latina

É possível dar um fim à crise da Venezuela?

Apesar da grave recessão e da hiperinflação, país faz aceno diplomático e paga parte da dívida com o brasil. até onde vai a reaproximação com o regime de Maduro?


Tecnologia


CES: as apostas das empresas de tecnologia para 2018

Nas curvas da tecnologia

CES: as apostas das empresas de tecnologia para 2018

TVs que podem ser enroladas, carros autônomos, tecnologia 5G e a briga particular entre Google e Amazon. A maior feira de eletroeletrônicos do mundo faz suas apostas no futuro

Como funciona o carro da Nissan guiado pela mente

Direção cerebral

Como funciona o carro da Nissan guiado pela mente

Tecnologia exibida pela Nissan conecta os carros diretamente ao cérebro dos motoristas


Negócios

Como Carlos Wizard pretende se tornar o mago do fast-food

Alimentos

Alimentos

Como Carlos Wizard pretende se tornar o mago do fast-food

Com Taco Bell, KFC e Pizza Hut, o bilionário Carlos Wizard Martins, fundador das escolas de idiomas Wizard, mostra apetite por um segmento que não para de crescer

Tolerância zero contra o machismo e o racismo

Fim da indulgência

Tolerância zero contra o machismo e o racismo

O protesto das atrizes no Globo de Ouro e a demissão do presidente da Salesforce no Brasil evidenciam uma nova ordem: os tempos de indulgência com o machismo e o racismo acabaram

Você já pensou em alugar um CEO?

Gestão

Você já pensou em alugar um CEO?

Executivos se unem e criam consultoria especializada em assumir o comando de empresas em dificuldade

A Philip Morris vai largar o vício?

Cigarros

A Philip Morris vai largar o vício?

A empresa jura que vai deixar de vender cigarros no Reino Unido, mas deve continuar no negócio


Finanças


A alta da bolsa é sustentável?

Disparou

A alta da bolsa é sustentável?

A expectativa de que Luiz Inácio Lula da Silva se torne inelegível no próximo dia 24 vem turbinando os preços das ações. Ainda dá para aproveitar esse movimento?

Esse investidor resolveu tirar férias... Para sempre

Descanso

Esse investidor resolveu tirar férias... Para sempre

Gestor de recursos que descobriu os mercados emergentes anuncia sua aposentadoria


Colunas


A inflexível “regra de ouro”

Editorial

A inflexível “regra de ouro”

A receita do China In Box

Moeda Forte

A receita do China In Box

Afasta de mim este cálice

Sustentabilidade

Afasta de mim este cálice

A aposta da Kodak nas moedas virtuais

Dinheiro & Tecnologia

A aposta da Kodak nas moedas virtuais

Gala brazuca

Cobiça

Gala brazuca


Artigo

O Partido da Justiça

Por Ralphe Manzoni Jr.

Por Ralphe Manzoni Jr.

O Partido da Justiça

Cada vez mais, o Judiciário está adotando um viés político em suas decisões, como mostra o caso de Cristiane Brasil

Copyright © 2018 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicações Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.