Economia

“Não devemos transferir a conta para futuras gerações”

Leia a entrevista com o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), ex-ministro da Previdência

“Não devemos transferir a conta para futuras gerações”

A reforma é discutida há anos. Quais as chances de ser aprovada agora?
O brasileiro só fecha a porta depois de roubado. Acredito que passará agora por conta da crise. O texto não deve prevalecer na integralidade, porque o Parlamento deverá aperfeiçoá-lo.

Os sindicatos já indicam ampla resistência. Como vencer essa onda?
Essa é a maior dificuldade, de construir esse diálogo, mas não há como deixar de fazer uma reforma ampla. Vai haver resistência, não há dúvidas, mas tem de se compreender que pode se pagar hoje, mas daqui a oito, dez anos, talvez não haja como pagar os benefícios. Não devemos transferir a conta para as próximas gerações. É uma questão de Estado.

Como explicar o tema ao eleitorado?
Eu já preguei isso como ministro. Sei que agora a resistência será maior, mas eu tenho a meu favor o fato de que sempre preguei isso. Sempre encontrei resistência e, no Parlamento, há quem não quer a reforma e diz até que não há déficit.

A exclusão dos militares está gerando um ruído porque o sentimento geral é de que todos deveriam contribuir…
Deveriam ter dialogado com os militares para que fossem, de alguma maneira, incluídos. A exclusão não é boa. Quanto maior a resistência [à reforma], maior a possibilidade de não haver exclusão.

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