Economia

Brasileiros empreendedores terão sindicato para colocar projeto em pé

O empresário Pierre Schurmann cria a Bossa Nova Investimentos para reunir investidores-anjos que querem investir em uma boa ideia  

Brasileiros empreendedores terão sindicato para colocar projeto em pé

Para Pierre Schurmann, mercado de startups está ainda engatinhando

Para Pierre Schurmann, mercado de startups está ainda engatinhando

Brasileiros empreendedores que têm um bom projeto em mãos, e precisam de alguém que os financie, têm agora um sindicato de investidores.

Trata-se da Bossa Nova Investimentos, que reúne investidores para captar recursos para às chamadas startus.

Os investidores desses negócios iniciantes, chamados de investidores-anjos, dão crédito, consultoria e ajudam na gestão do projeto até que ele se estruture e dê resultados.

A Bossa Nova foi idealizada pelo empresário Pierre Schurmann. “Embora o sindicato ainda não tenha uma semana de vida, devemos captar mais de R$ 1 milhão só neste início, o que é um recorde brasileiro pelo volume e pela velocidade”, afirma Schurmann, filho dos aventureiros Vilfredo e Heloísa.

A expectativa, diz o executivo que carrega uma experiência de mais de 20 anos no ramo, é de chegar a 200 investidores-anjos (hoje são 20) e uma carteira de R$ 200 milhões para investimentos até o final do ano.

Schurmann explica que boas ideias podem alcançar até um teto de R$ 2,4 milhões, que é o que estipula a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), reguladora do setor.  O mecanismo para se chegar ao investimento passa pelo “Broota”, uma plataforma  Web de investimento coletivo, que conecta investidores com empresas inovadoras.

Fundo comum

Na prática, a Bossa Nova Investimentos faz um investimento coletivo, equity crowdfunding no jargão em inglês, que é a oferta pública de valores mobiliários para um grupo de investidores através da internet.

Ao contrário do crowdfunding tradicional, em que a pessoa recebe brindes ou mesmo o produto como recompensa pelo capital aportado, no equity crowdfunding o investidor recebe uma participação acionária ou um título de dívida, que pode ser conversível em ações da empresa apoiada.

“Há um grande potencial tanto para atrair investidores-anjos, como de novas startups, principalmente na atual conjuntura econômica”, diz Schurman. “E existe uma demanda reprimida grande, hoje temos somente cerca de dez mil startups no País, o que é pouco.”