Economia

Unesco: impunidade prevalece em mais de 90% dos crimes contra jornalistas

Mais de 90% dos assassinatos de jornalistas em todo o mundo ficam impunes, uma mensagem muito negativa para a sociedade, alertaram nesta quinta-feira organizações internacionais que patrocinam uma conferência sobre o tema na Costa Rica.

“Se dizemos que os jornalistas desempenham um papel central no desenvolvimento da democracia, mas eles são assassinados e os Estados não se preocupam em investigar, a mensagem para os jornalistas e a sociedade é muito ruim”, afirmou em coletiva de imprensa Guilherme Canela, assessor de comunicação e informação da Unesco.

“A impunidade é a última etapa de uma rede (de atos contra a liberdade de expressão e informação), mas é importante porque alimenta o círculo perverso da violência”, acrescentou o especialista.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) junto ao sistema interamericano de direitos humanos (a Corte IDH e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos) organizam a conferência “Fim da impunidade em crimes contra jornalistas”, que será celebrada em San José em 9 e 10 de outubro, com a participação de 60 especialistas internacionais.

A atividade tem como objetivo induzir nos Estados a formulação de uma “política pública eficiente”, com a finalidade de modificar a situação atual na qual apenas oito em cada cem assassinatos de comunicadores são esclarecidos, destacou a diretora da Unesco para a América Central, Pilar Alvarez.

Na visão dos organizadores, estas políticas devem ser estabelecidas com base em três pilares fundamentais que são a prevenção, a proteção aos jornalistas ameaçados e a busca por uma justiça eficiente e eficaz.

A Unesco registrou em nível mundial 754 assassinatos de comunicadores desde 2006, destacou Ming Kuok Lim, do escritório central, em Paris, que participou por videoconferência.

O funcionário também disse que na América Latina foram reportados 19 casos no último ano, nos quais se comprovou a existência de um elo entre o crime e o trabalho de jornalista, embora o número de mortes não esclarecidas seja maior.

A conferência de San José dará elementos para o informe sobre o tema que a Unesco vai deliberar em 2 de novembro, Dia Internacional pelo fim da impunidade nos crimes contra jornalistas, declarado pela ONU.

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