Economia

Apicultores dos EUA perdem 42% das colônias de abelhas

Apicultores dos Estados Unidos perderam 42% de suas colônias no ano passado, a segunda maior perda anual registrada até hoje – segundo um relatório preliminar divulgado esta semana.

As perdas entre abril de 2014 e abril de 2015 são consideradas altas demais para serem sustentáveis – como têm sido todos os anos desde 2006, informou o relatório feito pela Bee Informed Partnership, em colaboração com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O relatório levantou nova preocupação com a perda de abelhas produtoras de mel, importantes polinizadores de culturas-chave, como amêndoas e maçãs.

“Tais perdas no verão e durante todo o ano continuam a ser muito preocupantes”, disse Jeff Pettis, co-autor do estudo e entomologista sênior do Serviço de Pesquisa Agrícola do USDA.

“Se os apicultores estão tentando atender a crescente demanda por serviços de polinização, os pesquisadores precisam encontrar melhores respostas para a série de tensões que levam a perdas de colônias tanto no verão quanto no inverno”.

Abelhas produtoras de mel estão morrendo em grande número nos últimos anos por razões que continuam mal compreendidas.

Ácaros, parasitas, doenças, pesticidas e poluição, foram todos culpados pela síndrome conhecida como desordem de colapso de colônia.

A União Europeia proibiu três principais classes de pesticidas conhecidos como neonicotinoides com o argumento de que eles são perigosos para a saúde das abelhas.

No entanto, os Estados Unidos continuam permitindo sua utilização.

“Esses números terríveis de mortes de abelhas se somam à consistente perda de abelhas nos últimos anos que ameaça o nosso sistema alimentar”, lamentou Tiffany Finck-Haynes, ativista da organização Amigos da Terra.

“A ciência é clara. Devemos agir agora para proteger estes polinizadores essenciais de pesticidas tóxicos para as abelhas”.

A Casa Branca espera lançar um plano para a proteção das abelhas em breve. Em junho de 2014, o presidente Barack Obama pediu uma estratégia federal para proteger os polinizadores.

No mês passado, a Agência de Proteção Ambiental declarou uma moratória sobre a utilização, nova ou expandida, dos neonicotinoides até que se possa completar uma avaliação dos riscos para os polinizadores.

O relatório preliminar sobre a perda de colônias em 2014 e 2015 foi lançado na quarta-feira, mas autoridades alertaram que os números podem mudar antes do relatório final ser submetido para publicação numa revista científica no final deste ano.

A maior perda anual já documentada pelo relatório foi de 45% entre 2012 e 2013. Cerca de 34% de colmeias foram perdidas entre 2013-2014.

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