Economia

DEM e PT negociam aliança para eleição em Dourados

A eleição para prefeito de Dourados, segundo maior município do Mato Grosso do Sul, marcada para 6 de fevereiro, pode ter uma aliança entre os partidos rivais DEM e PT. O DEM reuniu até agora 14 legendas na coligação em torno do nome do candidato e atual vice-governador Murilo Zauith e negocia com o PT a vaga de vice, cuja indicada seria Dinancy Ranzi, professora e gestora do hospital universitário local.

A coligação com o DEM tem o aval inclusive do senador reeleito Delcídio Amaral (PT-MS). Após um encontro com Zauith, Delcídio declarou apoio ao candidato e defendeu a parceria. Já Zauith é otimista, mas prega cautela. “Vamos caminhar juntos, mas ainda dependo da decisão do PT”, disse. Dividido e sob pressão do Diretório Nacional, que quer candidatura própria, o PT fará uma plenária na quinta-feira para decidir se apoia Zauith.

Caso lance candidatura própria, o nome mais cotado pelo PT é o do suplente de vereador Elias Ishy. Após a plenária, a convenção do PT ocorrerá no dia 5 de janeiro, dia anterior ao início da campanha eleitoral na cidade. Zauith tentou ser prefeito de Dourados por duas vezes. Na última, em 2008, perdeu para Ari Artuzi (PDT), que foi preso em setembro acusado de desvio de verbas públicas e renunciou ao mandato o início de dezembro, o que motivou a convocação das eleições na cidade.

Ex-deputado federal, Zauith tentou ainda ser senador este ano, mas ficou em terceiro, atrás de Delcídio e de Waldemir Moka (PMDB). Já foram confirmadas ainda, em convenções municipais, as candidaturas de Genival Valeretto (PMN) e de José Araújo (PSOL) à prefeitura local.

Operação Uragano

Dourados já teve dois prefeitos depois da prisão de Artuzi, em setembro. Como o então vice-prefeito, Carlinhos Cantor (PR), e o presidente da Câmara local, Sidlei Alves (DEM), também foram presos e indiciados na operação Uragano, da Polícia Federal (PF), o juiz Eduardo Machado Rocha foi nomeado prefeito da cidade pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul(TJ-MS). Em outubro, a prefeitura foi assumida pela vereadora Délia Razuk (PMDB), única entre os 12 parlamentares da Câmara de Dourados a não ser indiciada pela PF.

Além das prisões, na operação Uragano foram indiciadas, ao todo, 60 pessoas, que apontou Artuzi como o chefe de um esquema de desvio de 10% de todos os contratos firmados pela prefeitura local nos setores de saúde e transportes. O dinheiro iria para o prefeito e vereadores.

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