Economia

Equipe econômica de Dilma promete austeridade fiscal

Na primeira aparição pública depois de confirmados oficialmente como integrantes da equipe econômica da presidente eleita Dilma Rousseff, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) rejeitaram as bombas fiscais em tramitação no Congresso e elegeram como alvos de contenções e cortes os aposentados, o valor do salário mínimo e reajustes do Judiciário e dos policiais.

Adotando um discurso tecnocrata, Miriam Belchior disse que a meta, no governo Dilma, é “fazer mais com menos dinheiro”. Para isso, afirmou, o próximo governo vai “reavaliar todos os contratos de custeio”. Mantega afirmou que o crescimento econômico acima de 5% impõe a obrigação de não criar novas despesas.

Durante a campanha eleitoral, a então candidata do PT negou, mais de uma vez, que adotaria um ajuste fiscal caso ganhasse a eleição. No fim de agosto, em visita a uma escola do Senai, em São Paulo, quando questionada sobre estudos fiscais, Dilma rebateu: “Não autorizo nenhuma avaliação a esse respeito”. Alegando que “o Brasil de hoje não é igual ao de 2002 (governo FHC)”, a candidata disse que não via “o menor sentido na discussão”.

Vinte e cinco dias depois de eleita, a presidente expôs o receituário fiscal ontem, assim que o deputado federal José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP) anunciou formalmente os nomes de Mantega, Miriam Belchior e Alexandre Tombini (na presidência do Banco Central) como os escolhidos para a nova equipe econômica.

Dilma Rousseff não anunciou pessoalmente a sua equipe econômica. No início da tarde, a assessoria de imprensa da presidente eleita divulgou nota confirmando os nomes. A nota ressaltou que “a presidente eleita determinou que a nova equipe assegure a continuidade da bem-sucedida política econômica do governo Lula – baseada no regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal “. À noite, em entrevista à Globo News, Mantega sinalizou que pretende expurgar alimentos e combustíveis do cálculo da inflação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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