Economia

Celular da Samsung é líder de demandas no Procon

A Samsung foi a fabricante de celulares que recebeu o maior número de demandas por consumidores nos Procons de todo o País no primeiro semestre do ano, segundo informou hoje o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, Ricardo Morishita. A Samsung recebeu 29,36% das demandas no período, seguida de LG (25,38%), Nokia (21,19%), Sony (15,51%) e Motorola (8,56%). “É um barômetro muito recente”, comentou Morishita, que não apresentou o volume absoluto do levantamento.

Essas demandas representam todos os registros de atendimento ao consumidor nos Procons, ligados a dúvidas, reclamações e problemas com garantia. Elas não são necessariamente apenas reclamações – que são medidas pelo cadastro que será divulgado pelos Procons no dia 14 de setembro. Ainda que o levantamento não seja apenas das críticas, já que também considera as dúvidas, vale lembrar que os consumidores não costumam ir aos Procons para elogiar as empresas. “Aparelhos celulares têm sido uma das maiores demandas dos Procons no Brasil”, disse Morishita.

A intenção é a de que o “barômetro do aparelho celular” seja divulgado mensalmente a partir de agora. “O barômetro reflete a voz do consumidor que teve dificuldades, problemas”, disse. O Brasil fechou o mês de julho com uma base de 187,02 milhões de aparelhos celulares e a quantidade de demandas registradas pelo sistema nacional é considerada “preocupante” pelo diretor.

O pano de fundo da iniciativa do DPDC é um embate com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que representa as fabricantes Nokia, Motorola, LG, Samsung e Sony Ericsson. Há dois meses, os dois lados se indispõem por causa de avaliações diferenciadas sobre os trâmites e os prazos para troca de aparelhos celulares com defeito.

Para o DPDC, o celular é um produto essencial. Dessa forma, necessitaria de troca imediata quando apresentar problemas. Para a Abinee, a troca deve ser feita em até cinco dias após a aquisição do aparelho. A associação alega que foram ativados 15% mais linhas celulares em 2008 e 2009 e, no mesmo período, as reclamações recuaram 24%. A Abinee já sinalizou que poderá entrar na Justiça contra a decisão do DPDC de considerar o telefone celular um produto essencial.

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