Economia

Tesouro: dívida mobiliária sobe a R$ 1,492 tri em abril


O empréstimo de R$ 80 bilhões do Tesouro Nacional ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fez a Dívida Pública Federal (DPF) ultrapassar a marca de R$ 1,5 trilhão. Dados divulgados hoje pelo Tesouro Nacional mostram que a Divida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) apresentou um crescimento de R$ 92,531 bilhão, ou de 6,61% atingindo R$ 1,492 trilhão. A maior parte do crescimento da dívida interna foi decorrente da emissão de R$ 80 bilhões em títulos públicos de empréstimo que o Tesouro fez ao BNDES para aumentar o caixa do banco público e permitir maior concessão de financiamentos de projetos de investimento.

A DPMFI aumentou também R$ 12,518 bilhões em função do impacto da correção dos juros no estoque da dívida. Com o aumento da DPMFI o estoque da dívida publica federal total, que inclui também a dívida pública externa, subiu para R$ 1,585 trilhão, um aumento de 6,02% em um único mês. O aumento da divida publica federal total só não foi maior porque a Divida Pública Federal Externa teve em abril uma queda de 2,73%, ou R$ 2,582 bilhões. Apesar do forte impacto do empréstimo do BNDES no estoque da dívida o Tesouro, como antecipou ontem a Agência Estado, não quer informar as condições do financiamento.

Parcela

A parcela prefixada na dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) subiu para 32,93% em abril. Em março, a parcela prefixada correspondia a 31,53% do total do endividamento interno. Segundo o Tesouro Nacional, a parcela atrelada à taxa Selic subiu de 35,74% em março para 35,95% em abril, atingindo o montante de R$ 536,70 bilhões. Por outro lado, a parcela atrelada a índices de preços caiu de 30,82% para 29,41%. A parcela atrelada à taxa de câmbio teve também ligeira queda, passando de 0,72% para 0,64%.

A parcela a vencer em 12 meses, indicador bastante observado pelas agências de classificação de risco, teve uma alta de 24,72% em março para 26,03% em abril. Quanto maior esse indicador, pior a avaliação, porque significa que a dívida de curto prazo, com vencimento em um ano, aumentou. O prazo médio da DPMFi também caiu de 3,58 anos em março para 3,43 anos em abril.

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