Economia

Bancos desbancados

A Abamec informa: depois de 11 anos no topo do ranking de lucratividade, sai o setor de bancos e entram petroquímica e papel e celulose no lugar. Estudo concluído na semana passada pelo diretor-técnico da Associação Brasileira de Analistas de Mercado de Capitais e analista da Sirotsky Associados, Carlos Antônio Magalhães, acusa a virada. ?A nova realidade cambial, o crescimento do PIB e a demanda externa se somaram para o melhor desempenho da indústria nacional nos últimos tempos?, diz Magalhães, que coordena desde 1989 a comparação de dados de 450 companhias nacionais de capital aberto. ?No setor financeiro, a baixa nas taxas de juros, a diminuição das provisões e o péssimo desempenho dos bancos estaduais ajudaram a reduzir a rentabilidade.?

A lucratividade média das grandes companhias deve variar entre 7% a 8% em 2000. O setor petroquímico, na liderança, pode atingir entre 19% e 21%, graças ao crescimento da demanda interna e a subsídios oficiais para a compra da nafta, matéria-prima importada. Sem benesses especiais, é do papel e celulose o desempenho mais espetacular. O segundo lugar na lista, com variação de rentabilidade estimada entre 17% e 19%, tem sabor de vitória, uma vez que pelo segundo ano consecutivo suas empresas ficaram na ponta. No ?Ranking das 500 Maiores Empresas de Capital Aberto?, publicado pela Fundação Getúlio Vargas, com dados de 1999, três delas ? Cenibra, Aracruz e Bahia Sul ? aparecem entre as cinco que mais cresceram. Com isso, o setor venceu a corrida da rentabilidade no ano passado. A atualização do parque industrial e vantagens competitivas em relação à concorrência externa, como a renovação de reservas florestais em sete anos contra 28 anos em média na Europa, são os fatores determinantes para este sucesso.

Depostos do título de campeões da lucratividade, os bancos estão acossados por três outros ramos industriais. Autopeças, com 14% de rentabilidade projetada para 2000, têxtil, com 13%, e mineração, 12%, surgem logo atrás dos 15% estimados pelo analista Magalhães para o desempenho do setor financeiro até o final do ano. Ele descobriu entre os números outras novidades. Enquanto somente 30% das maiores empresas nacionais haviam apresentado lucros em 1990, agora apenas 28% das companhias analisadas deverão ter prejuízos até o final do ano. Mantidas as condições de temperatura e pressão na economia, crise vai continuar sendo uma palavra guardada nos arquivos.

 

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