Dinheiro na Semana

A conexão da Gol com a KLM

Em tempos de custos em alta e turbulências na aviação comercial em todo o mundo, a brasileira Gol e a franco-holandesa Air France-KLM fecharam, um acordo estratégico para fortalecer as duas companhias em um mercado de competição cada vez mais acirrada

Aviação

 

Em tempos de custos em alta e turbulências na aviação comercial em todo o mundo, a brasileira Gol e a franco-holandesa Air France-KLM fecharam, na quarta-feira 19, um acordo estratégico para fortalecer as duas companhias em um mercado de competição cada vez mais acirrada. A Gol receberá um aporte de US$ 100 milhões em troca de uma fatia de 1,5% das ações da empresa. Pelo acordo haverá um maior compartilhamento de voos domésticos e internacionais, venda conjunta de passagens e acúmulo compartilhado de pontos nos programas de milhagens. A parceria com a Air France-KLM é semelhante à anunciada pela Gol com a Delta Air Lines, em 2011. Na ocasião, a companhia americana fez um negócio em melhores condições: pelos mesmos US$ 100 milhões, a Delta ficou com uma fatia de 3%, o dobro do adquirido pela KLM.

 

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Montadoras


Ford ressuscita camionetes

 

A Ford parece não estar preocupada com as projeções de estagnação das vendas de automóveis neste ano. A operação brasileira conclui na última semana a contratação de quase 200 funcionários para retomar a produção das picapes de grande porte da Série F na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A montagem desses veículos, os F-250 e F-4000, estava suspensa desde 2011, quando entrou em vigor a obrigatoriedade do uso de motores Euro 5, menos poluentes. A Ford emprega 4,4 mil funcionários atualmente.

 

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Aquisição


A WEG põe um pé na Alemanha

 

A catarinense WEG anunciou, na terça-feira 18, um acordo para a aquisição da fabricante alemã de motores elétricos Württembergische. A companhia é uma empresa de controle familiar, fundada em 1939, e com instalações na cidade de Balingen, no sul da Alemanha. A Württembergische faturou € 7 milhões em 2013.

 

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Negócios


WTorre sai do shopping

 

A empresa de shopping centers Iguatemi comprou, na terça-feira 18, uma fatia de 14% do shopping JK Iguatemi, da construtora WTorre, por R$ 178 milhões. Com esse investimento, a companhia do empresário cearense Carlos Jereissati aumentou para 64% sua participação no centro de compras paulistano, o mais luxuoso da cidade atualmente. Os restantes 36% foram adquiridos pelo fundo americano Tiaa-Cref. No total, os sócios pagaram R$ 636 milhões para dar seus rolezinhos no shopping sem a WTorre.

 

 

 


Siderurgia


CSN é punida

 

A CSN foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a indenizar em R$ 19,6 milhões o engenheiro Fábio Botelho por quebra de patente. A CSN teria copiado uma ferramenta criada por ele. A empresa não quis comentar.

 

 

 

 

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Inflação


Ruim no Brasil, bom no Japão

 

A inflação, que tem tirado o sono do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, é o sonho de consumo de seu colega do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda. O País do Sol Nascente não consegue, há quase uma década, ter uma inflação superior a 2%, fator apontado como limitante ao crescimento da economia. Por essa razão, o BC japonês dobrou, na terça-feira 17, o tamanho de seu programa de estímulo ao crédito, de US$ 34,2 bilhões para US$ 68,4 bilhões.

 

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Energia


Cemig procura um sócio

 

A Cemig, estatal mineira de geração e distribuição de energia, está em busca de um sócio para disputar a privatização da colombiana Isagen, avaliada em US$ 4,5 bilhões. O leilão será realizado na segunda-feira 24. A previsão é de que o vencedor seja definido somente em abril. Esta não é a primeira ofensiva da Cemig no Exterior. Quatro anos atrás, a empresa adquiriu linhas de transmissão no Chile. 

 

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Números


US$ 1 bilhão - é quanto a Coca-Cola cortará em custos em todo o mundo, até 2016. No último trimestre do ano passado, o lucro da companhia recuou 8,4%.

 

US$ 119,6 bilhões - é o valor que investidores internacionais retiraram do mercado americano em dezembro do ano passado, segundo o Departamento do Tesouro. Em novembro, a saída de investimentos foi de apenas US$ 13 bilhões.

 

US$ 1,8 bilhão - foi o faturamento da Pepsico no Brasil em 2013, uma queda de 1,6% na comparação com o ano anterior. A companhia americana atribuiu esse resultado à desvalorização do real. 

 

R$ 1,17 trilhão - foi quanto a classe média brasileira, formada por 108 milhões de pessoas, consumiu no ano passado, uma alta de 13,6% em relação a 2012, segundo o Instituto Data Popular.

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