Dinheiro em Ação

Nervos de aço para investir em siderúrgicas

Nervos de aço para investir em siderúrgicas

Acompanhar o sobe e desce das ações das siderúrgicas e mineradoras tem exigido nervos de aço. Enquanto ações como CSN e Usiminas sobem, respectivamente, 18% e 7,1% no ano, até a segunda-feira 20, papéis como Gerdau e Vale recuam 12,5% e 19,2%. No entanto, pode haver um alívio à vista para a turma de investidores que vem amargando perdas no ano. Segundo a World Steel Association, entidade que reúne as 170 principais empresas do setor, a demanda global aparente pelo aço deve crescer 3,3%, em 2015, acima dos 3,1% de 2014. Essa perspectiva elevou os preços do minério de ferro, que subiram 6,83% em abril e atingiram US$ 50 por tonelada, reduzindo a queda acumulada no ano para 28,4%. As cotações da commodity também foram estimuladas pela notícia de redução dos estoques da China e pelas medidas anunciadas por Pequim para estimular a sua economia. Nem mesmo o rebaixamento da classificação de risco da Usiminas arrefeceu o ânimo dos investidores. Na segunda-feira 20, os papéis da siderúrgica fecharam com alta de 3% apesar de a Fitch ter rebaixado a nota de longo prazo em moeda local e estrangeira de “BB+” para “BB”, e a nota em escala nacional ter passado de “AA(bra)” para “A+(bra)”.

Energia

BTG não quer o controle

O BTG Pactual, comandado por André Esteves, informou que não tem intenção de se tornar controlador da Eneva (ex-MPX). Os rumores de que isso aconteceria foram responsáveis pela alta de 14% das ações da empresa de energia, reduzindo a sua queda, em 2015, para 27,5%. “O que queremos é receber os cerca de R$ 850 milhões de créditos”, disse João Marcello Leite, diretor de RI do BTG.

Touro x Urso

A perspectiva de divulgação do balanço da Petrobras, após meses de indefinição, sustentou uma alta de 5,1% do Ibovespa nas três primeiras semanas de abril. Agora, deverá ter início um período de forte volatilidade, e a trajetória das ações dependerá dos resultados das demais companhias abertas, que começam a ser divulgados.

Energia

Eletrobras joga luz na governança

A Eletrobras vem buscando melhorar sua governança corporativa, começando por Furnas, sua empresa de geração e distribuição de energia, presidida por Flávio Decat. A subsidiária está estruturando uma área específica para isso, buscando antecipar-se às demandas dos acionistas e do mercado. “O objetivo é que essa área passe a funcionar ainda neste ano”, diz Decat. No dia 15 de abril, ex-diretores da Eletronorte, também do grupo Eletrobras, foram presos pela Polícia Federal, que investiga crimes de fraude, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva na Eletronorte. No ano, as ações da Eletrobras sobem 7,2%.

Negócios Internacionais

Mercado externo como opção para brasileiras

Com as dificuldades do mercado interno, empresas brasileiras estão buscando alternativas no exterior. Na quarta-feira 22, a catarinense Weg anunciou a aquisição da área de transformadores da TSS Transfor­mers, em Johanesburgo, na África do Sul. Outro negócio internacional anunciado no mesmo dia foi a joint-venture entre a BRF e a inglesa Invicta Food Group Limited. A brasileira aportou 18 milhões de libras esterlinas para ampliar sua distribuição no Reino Unido, Irlanda e na Escandinávia.

Rating

S&P rebaixa bancos médios

A agência de classificação de risco Standard&Poor’s (S&P) rebaixou de “estável” para “negativa” a perspectiva dos bancos Mercantil do Brasil, Indusval e BicBanco. A S&P também rebaixou a perspectiva do Banco Fibra. Segundo a agência, as medidas de ajuste fiscal vão enfraquecer a qualidade dos ativos, acentuado as perdas de crédito e piorando a rentabilidade. No ano até segunda 20, as ações do BicBanco subiram 31,6%, as do Indusval caíram 15,5% e as do Mercan-til não foram negociadas.

Palavra do analista: 
Segundo Júlio Hegedus, da consultoria Lopes Filho, o cenário para os bancos médios é desafiador. “Está mais difícil captar e emprestar para os clientes”, afirma o especialista.

Quem vem lá

Caixa Seguros atrai candidatos

Após confirmar que vai abrir o capital de sua empresa de seguros, a Caixa Econômica Federal solicitou aos bancos de investimentos propostas para a oferta inicial de ações. No total, a instituição recebeu projetos de 16 instituições, dentro os quais Itaú BBA, BTG Pactual, Banco do Brasil, Bradesco BBI, Brasil Plural, Deutsche Bank e JP Morgan, entre outros. A Caixa ainda não confirmou o valor de mercado de sua seguradora, porém, estudos preliminares indicam que estaria avaliada em até R$ 70 bilhões.

Mercado em números

Randon
R$ 295 milhões –
 Foi a receita liquida da companhia gaúcha durante o mês de março, queda de 20,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Forjas Taurus
US$ 41 milhões - 
É o valor preliminar do acordo da fabricante brasileira de armas para por fim à ação judicial proposta nos Estados Unidos de supostos defeitos apresentados em suas pistolas.

Guararapes
R$ 23,2 milhões –
 É o total em dividendos que a dona da varejista Riachuelo pretende pagar até dezembro deste ano, o equivalente a R$ 2,0364 por ação ordinária e R$ 2,2400 por ação preferencial.

Direcional Engenharia
R$ 19,5 milhões –
 Foi o valor geral de vendas (VGV) lançado pela construtora e incorporadora no primeiro trimestre, queda de 97,5% em relação ao mesmo período de 2014.

Arezzo
3,95 bilhões - 
É a quantidade de ações que os fundos da ARX Investimentos passaram a ter no capital da marca de calçados. Com isso, eles reduziram a sua participação para 4,46% do total.