Dinheiro em Ação

Setor de autopeças perde tração

Setor de autopeças perde tração

As ações de empresas de autopeças derraparam na segunda-feira 7. As quedas aconteceram após a Anfavea, associação que representa o setor, divulgar que as montadoras preveem uma queda de 10% na produção neste ano. Segundo analistas, apesar de a queda na produção em junho ser a maior do ano, os dados estão em linha com o resto de 2014. A crise na Argentina, principal mercado importador, a alta dos juros e o endividamento elevado das famílias formaram uma conjuntura bastante pior do que a de 2013. Nesse cenário, as ações que mais caíram foram as da paulista Plascar, que recuaram 2,7%, e as das gaúchas Marcopolo, Fras-Le e Randon, que perderam, respectivamente 3,3%, 2,3% e 0,6%.

Palavra do analista:
Os analistas da corretora Concórdia afirmam que, apesar dos recentes acordos com a Argentina e da prorrogação do benefício fiscal do IPI, os resultados fracos se devem mais a causas estruturais e ao baixo desempenho econômico do País. Embora as empresas de autopeças listadas em geral apresentem qualidade operacional e de governança, os fatores externos falam mais alto, não encorajando a compra de ações de companhias ligadas ao setor automotivo.

Varejo

Novos aportes na B2W

Após apresentar uma alta de 376% nos últimos 12 meses, a empresa de comércio eletrônico B2W recebeu mais uma injeção de recursos. Na segunda-feira 7, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a concessão de empréstimos de R$ 2,7 bilhões para a Lojas Americanas e sua controlada B2W, que serão destinados a abertura e reforma de lojas, implantação de centros de distribuição e quiosques da Americanas.com nas lojas físicas da rede.

Educação

Kroton melhora posição na Bolsa

Com a conclusão da incorporação das ações da Anhanguera pela Kroton, anunciada na quinta-feira 3, o grupo de educação comandado por Rodrigo Galindo saltou da 26ª para a 17ª posição em valor de mercado da BM&FBovespa. Segundo dados da Economática, somados, os valores das duas empresas chegam a R$ 24,4 bilhões. A segunda maior empresa de educação listada na Bovespa é a Estácio, que vale R$ 8,8 bilhões.


Investimentos

Menos negócios no pregão

A BM&FBovespa, comandada por Edemir Pinto, sofreu uma queda no mês de junho, em relação a maio, e não foi no seu índice, mas no volume de negócios. No período, a bolsa brasileira movimentou R$ 120,42 bilhões, ante R$ 133,83 bilhões no mês anterior, uma queda de 11%. Na média diária, a redução foi de 0,62%, indo de R$ 6,37 bilhões para R$ 6,33 bilhões. Foram realizados 14.406.616 negócios, ante 17.481.365 no mês anterior.


Destaque no Pregão

Mais vento para a Tractebel

A operadora de energia belga Tractebel encomendou, à francesa Alstom, um lote de aerogeradores para seu parque eólico, no Ceará. O contrato total é de € 120 milhões e inclui, além dos 36 aerogeradores de 2,7 MW cada um, a manutenção do parque por dez anos pela empresa francesa. Segundo a Tractebel, responsável por cerca de 30% da geração de energia eólica do Brasil, as peças deverão elevar a produção de energia em regiões de ventos fracos, gerando 97,2 MW a partir de meados de 2016.

Celulose

Aprovada compra do Vale Florestar

O Cade aprovou, na segunda-feira 7, a compra, pelo Grupo Suzano, de Walter Schalka, do Fundo Vale Florestar, controlado pela Vale, BNDES e pelos fundos de pensão da Caixa e da Petrobras. O negócio foi anunciado no início de junho e está avaliado em R$ 529 milhões. O acordo inclui 45 mil hectares de florestas de eucalipto no Pará e mais 95 mil hectares de mata nativa que estavam em poder da Vale.

Touro x Urso

A ressaca dos gramados se estendeu à bolsa. Sem fatos novos, a Bovespa subiu 0,9%, nos oito primeiros pregões de julho. A partir de agora, o movimento do mercado vai depender bastante dos prognósticos eleitorais.


Petróleo

OGPar amplia produção

A OGPar, ex-OGX, atualmente em recuperação judicial, voltou a produzir no campo de Tubarão Martelo. A área de perfuração está localizada nos blocos BM-C -39 e BM-C. Segundo a empresa, a ampliação do projeto faz parte de sua etapa de recuperação financeira. Em junho, o estaleiro OSX, do Grupo EBX, confirmou que avalia vender sua participação na OGPar.

Mercado em números

Smiles
R$ 1 bilhão –
Equivale à redução do capital social da companhia de benefícios. A operação será efetuada sem o cancelamento de ações e a devolução aos acionistas de R$ 8,17 por ação.

Gaia Agro
R$ 270 milhões –
É o valor da oferta pública de certificados de recebíveis do agronegócio, CRAs, que a companhia paulista concluiu na segunda-feira 7. No total, foram 864 CRAs subscritos por 483 pessoas.

Bematech
R$ 30 milhões –
É o valor que a companhia vai pagar pela Unum Tecnologia e Consultoria. O negócio, fechado no início de junho, foi concluído na sexta-feira 4, conforme fato relevante enviado pela empresa.

GTD Participações
18,5 milhões –
É a quantidade de ações que o BNY Mellon vai adquirir de sua empresa de participações, por meio de uma oferta pública de aquisição que totaliza o montante de 32 milhões de ações.

Dufry
€ 500 milhões –
É quanto a empresa de varejo aeroportuário vai emitir em títulos de dívida, que serão usados para financiar parte da aquisição do Grupo Nuance anunciada em junho.

Colaboraram: Natália Flach e Luiz Gustavo Pacete