Finanças

“Nossa missão é democratizar o acesso das pessoas ao comércio e ao dinheiro”, diz Túlio Oliveira

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Túlio Oliveira: "Nossa missão é democratizar o acesso das pessoas ao comércio e ao dinheiro” (Crédito: Divulgação)

O segmento de crédito de meios de pagamento está em atenção para as mudanças que estão para ocorrer. “O cenário de pagamentos vai mudar muito nos próximos anos”, garantiu o vice-presidente e responsável pela operação do Mercado Pago no Brasil, Túlio Oliveira. Ele foi o convidado da live da IstoÉ Dinheiro, nesta quinta-feira (06).

Em entrevista para o editor de finanças da revista, Carlos Eduardo Valim, o executivo sustentou sua afirmação com foco no sistema de pagamentos instantâneo chamado PIX, lançado pelo Banco Central e que deve entrar em operação no dia 20 de novembro. A tecnologia vai permitir que transferências de dinheiro sejam feitas imediatamente entre contas correntes, 24 horas por dia, durante os 7 dias da semana.

Pelo novo sistema, que o executivo aposta as fichas das mudanças nas relações bancárias e comerciais, também será possível pagar contas de luz, água, cartão de crédito, ou realizar pagamentos de contas de supermercados, restaurante ou de quitar qualquer serviço. A novidade aparecerá como opção de pagamento nos aplicativos de grandes bancos, credenciadoras de cartões e fintechs que aderirem ao sistema. Para a Dinheiro, ele usou como exemplo a Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou o Documento de Ordem de Crédito (DOC) entre contas corrente ou poupança, que há restrições de horário e valor. “O PIX vai viabilizar efetivamente muito mais transações”, avalia.

Na entrevista, Oliveira explicou sobre a expansão dos negócios no mundo online e físico da divisão de carteira digital do Mercado Livre. “Somos a empresa que mais vende maquininha no Brasil e a maior plataforma de e-commerce da América Latina. Nossa missão é democratizar o acesso das pessoas ao comércio e ao dinheiro”, afirmou.

O negócio do Mercado Pago nasceu há 21 anos como um meio de viabilizar os pagamentos no marketplace de comércio eletrônico do Mercado Livre. Mas evoluiu para uma fintech e hoje oferece praticamente toda a gama de serviços bancários, de maquininhas de cartão a uma conta remunerada. “A gente vem construindo uma plataforma bastante completa. Somos uma conta digital. Nosso cliente não precisa mais ir ao banco, para qualquer pessoa que precisa de uma conta, a gente tem solução de crédito”, entende Túlio Oliveira.

O executivo é visto no mercado como um dos principais líderes brasileiros das fintechs. Nos últimos meses, a empresa acelerou as estratégias de diversos setores, especialmente as relacionadas a atividades de tecnologia e de finanças. Na live, ele fala sobre a entrada no mercado de milhões de pessoas que estão sendo beneficiados com os programas de auxílio emergencial e como essa migração impactou os negócios da empresa. “Não prevíamos a pandemia, mas quando ela chegou estávamos preparados. O Mercado Livre nasceu digital. A gente rapidamente fez a integração do cartão de débito virtual da Caixa, tanto para que os usuários usassem a conta mercado pago, quanto os que pudessem pagar em qualquer site”, disse.

O Mercado Pago conta com 25,6 milhões de pagadores únicos, US$ 7,6 bilhões transacionados, 3,3 milhões de máquinas nos pontos de vendas, de acordo com dados do terceiro trimestre. Destaca-se principalmente a operação com QR Code: são 16 milhões de clientes que podem usá-lo nos apps do Mercado Livre ou Mercado Pago, 170 mil vendedores que aceitam QR Code e 1,5 milhão de comerciantes com ponto e venda.

Na visão de Oliveira, um dos mais significativos desafios do comércio na internet é a forma como os vendedores vão aceitar e receber os pagamentos. Com o impacto da pandemia de coronavírus que abalou empregos e negócios no mundo, mudou-se muito o jeito de fazer negócios. Ao certo, as pessoas e empresas, que já buscavam alternativas mais rápidas e fáceis de fazerem seus negócios, anteciparam o futuro. “Conseguimos, rapidamente, nos adaptar ao cenário”, disse.

Apesar de não parecer à primeira vista, as transações financeiras exigem a combinação de múltiplas soluções em uma única plataforma. Todo esse trabalho faz das plataformas de pagamentos os melhores parceiros de vendedores e compradores. Num contexto de aumento de investimentos do grupo, a empresa entrou no ano com a estratégia de estimular o empreendedorismo na plataforma do Mercado Livre e garantir as condições para comerciantes sobreviverem no mundo pós-coronavírus. Isso significou uma ampliação de suas ofertas de crédito e a autorização para atuar como credenciadora.

O volume total de pagamentos com Mercado Pago alcançou US$ 8,7 bilhões em 2019, um aumento ano a ano de 63,5% em dólar e 98,5% em moeda corrente. O total de transações cresceu 127,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 285,5 milhões de transações no trimestre.

A carteira digital seguiu crescendo três dígitos no Brasil, Argentina e México na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. A carteira digital do Mercado Pago ultrapassou este ano, pela primeira vez, a marca de US$ 1 bilhão  e atingiu US$ 1,3 bilhão em transações.

O Mercado Pago avançou na execução de pagamentos fora da plataforma (online e offline) do Mercado Livre, por meio de serviços de pagamentos online, maquininhas de cartão (mPOS) e carteira digital. O negócio das maquininhas continua sendo um dos que mais cresce fora das unidades de negócios de marketplace. O volume total de pagamentos nesse segmento cresceu 126,1% em moeda constante em relação ao quarto trimestre de 2018.

Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e com MBA em Administração de Negócios pela Universidade de Chicago – Booth School of Business, Oliveira desenvolveu sua carreira ao longo dos últimos 17 anos na indústria de serviços financeiros e de pagamentos. Antes de se juntar ao Mercado Pago, trabalhou no Unibanco, no Itaú e no PayPal.

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