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“Nossa expectativa é levemente positiva para o último trimestre”, diz Paulo Correa, CEO da C&A

Crédito: Arquivo / IstoÉ Dinheiro

"Não acredito em uma retomada de fluxo nas lojas físicas até novembro, acho que isso fica para 2021”, afirma Paulo Correa (Crédito: Arquivo / IstoÉ Dinheiro)

Apesar do cenário adverso para a C&A, com baixa expectativa de retomada de fluxo nas lojas físicas, o CEO da companhia no Brasil, Paulo Correa, está animado com a possibilidade de um resultado de crescimento no quarto trimestre de 2020.

“Nossa expectativa é levemente positiva para o último trimestre. Não acredito em uma retomada de fluxo nas lojas físicas até novembro, acho que isso fica para 2021, mas a Black Friday e o Natal farão a diferença”, afirmou o executivo em Live da IstoÉ Dinheiro, que foi transmitida nesta quinta-feira (24).

Uma das maiores varejistas de moda do mundo, a empresa opera mais de 280 lojas distribuídas em todas as regiões do Brasil. Atualmente, todas as unidades já estão abertas, mas foi a estratégia de omnichannel que ajudou a companhia passar pela pandemia.



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“Nosso plano contava com o crescimento do digital, mas planejamos a abertura de 22 lojas neste ano. Agora, vamos abrir apenas 10 lojas. Quando começou o isolamento social, decidimos focar na única loja que ficaria aberta, o e-commerce, e isso deu certo”, revela Correa.

A empresa também investiu na expansão do aplicativo próprio. Segundo o executivo, depois do início da pandemia, a plataforma alcançou 3 milhões de usuários nos primeiros meses do ano, o que mostra um avanço robusto tendo em vista o período e os registros do fim do ano anterior.

“Acredito que somos um outra empresa para o pós-pandemia, muito mais robusta no digital. Estamos vendo um crescimento progressivo a cada semana. Acho que entendemos a necessidade de se adaptar às diversas dinâmicas dos nossos clientes”, pontua o CEO.

O executivo conta que o cliente omnichannel, por ter uma interação maior com a companhia, acaba tendo um ticket médio mais elevado também. Hoje, a empresa oferece compra por WhatsApp, aplicativo, e-commerce e loja física. É possível comprar em um canal e retirar no outro. 

“A pandemia acelerou a mudança de comportamento do consumidor, mas, para isso funcionar, a jornada de compra tem que ser fácil. O nosso cliente pode comprar no online e trocar a peça no dia seguinte na loja física se não der certo”, exemplifica o CEO.

O aplicativo da marca virou, também, um marketplace. Batizado de Galeria, o espaço reúne itens de beleza, cama, mesa, banho, pets, semijoias, games, entre outros. Marcas como Vivara, BeautyBox, Usaflex, Sawary e Multilaser fazem parte do projeto.

“Vamos compensar o fluxo menor nas lojas com os outros canais. Acredito que as pessoas vão precisar renovar o guarda roupa depois desse momento. Vejo que a categoria vai ter um espaço importante nos planos de consumo do final do ano das pessoas”, diz.

Sustentabilidade

A varejista também conta com diversos projetos direcionados para a sustentabilidade. Uma das ações mais recentes visa diminuir o volume de água utilizado para a lavagem de peças jeans. O programa, feito em parceria com uma empresa espanhola, monitora o gasto de água no processo.

“Geralmente são 45 litros de água para lavar um jeans. Com esse projeto conseguimos reduzir para 9 litros. Temos muitas iniciativas nessa direção e essa transparência é importante para o consumidor. A moda é uma maneira de se expressar, é importante para as pessoas saberem como aquela peça foi feita”, afirma Correa.

A empresa também disponibiliza, em 156 das suas lojas, pontos de coleta de roupas usadas. Esses produtos são encaminhados para o reuso em comunidades carentes ou para uma oficina que redesenha as roupas que são vendidas por essas comunidades.

“Já coletamos mais de 85 mil peças com esse projeto. Ele aumentou o ciclo de vida das roupas e eu vejo que isso é um tendência. Acho que a redução do uso de roupas formais, por exemplo, vai seguir para o pós-pandemia. As pessoas vão querer seguir usando roupas mais casuais”, finaliza.

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