Ciência

Nordeste dos EUA teme segunda onda de infecções por covid-19

Nordeste dos EUA teme segunda onda de infecções por covid-19

Cerimônia em homenagem às vítimas do coronavírus em frente à Catedral St John The Divine em Nova York, em 19 de outubro de 2020 - AFP

Nova York e os estados do nordeste dos Estados Unidos, que por muito tempo mantiveram o coronavírus sob controle após serem duramente atingidos pela pandemia na primavera, sofrem agora com um forte aumento das infecções, o que gera temores de um retorno das restrições.

A região ainda está longe de um surto descontrolado, como está acontecendo em alguns estados do centro-oeste ou na Europa, mas os números estão claramente subindo e os governantes estão cada vez mais preocupados.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, divulgou nesta quinta-feira (29) dados que mostram que a taxa de contágios dobrou na maior metrópole dos EUA. A cidade registrou um número recorde de mortes pelo vírus: mais de 23 mil desde março (em contraste com 33 mil em todo o estado de Nova York).

Após um longo período de estabilização da taxa de infecção em torno de 1%, o prefeito considerou “muito preocupante” os 2,7% registrados na quarta-feira, com uma média próxima a 2% na semana passada.

“Não devemos permitir que se estabeleça uma segunda onda que nos imponha restrições drásticas”, semelhantes às medidas tomadas na Europa, insistiu ele em coletiva de imprensa.

“É preciso evitar viagens mesmo”, porque “em quase todo lugar (…) é pior”, enfatizou, ao pedir a suspensão das tradicionais comemorações de Halloween no sábado e de Ação de Graças no final de novembro, quando muitos americanos visitam suas famílias.

Nova York é cercada por estados onde o vírus está em uma tendência ainda mais crescente. Nova Jersey, o segundo estado mais atingido na região na primavera, atualmente tem mais de mil novos casos por dia, e a taxa de positividade atingiu 6,5%, segundo o governador Phil Murphy.

Pelo menos duas cidades de Nova Jersey, incluindo Newark, que fica bem próxima a Nova York, voltaram a estabelecer restrições, como toque de recolher para pessoas que não realizam atividades essenciais.

Os casos também estão aumentando nos estados da Pensilvânia, Connecticut e Massachusetts.

Esse crescimento representa uma nova dor de cabeça para as autoridades, que, diante do avanço da pandemia no sul, centro-oeste e oeste do país, impuseram quarentenas a visitantes de estados com taxas de positividade superiores a 10%, como Nova York, por exemplo.

A medida dificilmente se aplica a estados vizinhos, cujos habitantes circulam entre si por motivos de trabalho ou comércio.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, recentemente desistiu de incluir Nova Jersey e Connecticut em sua lista de mais de 40 estados sujeitos a quarentena, pedindo apenas para que as pessoas evitem viagens não essenciais a esses estados.

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