Geral

Noites maldormidas podem gerar depressão, diz estudo sueco

Crédito: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Estudo sueco é mais um que alerta para a importância de uma boa noite de sono para a saúde mental (Crédito: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)



Considerada por muitos o mal do século XXI, a depressão ainda é envolta por diversos mistérios que a ciência tenta desvendar. Pesquisa sueca que usou rastreamento ocular chegou a conclusão de que noites maldormidas podem ser um agravante da doença, além de aumentar a ansiedade e alterações de humor.  

“Selecionamos 45 homens e mulheres que passaram uma primeira noite de privação de sono quase constante e uma segunda noite com oito horas de sono (quantidade considerada normal). Nas duas situações, avaliamos seus movimentos oculares na manhã seguinte com a ajuda desse método apurado”, detalham os autores do estudo, publicado na revista Nature and Science of Sleep. 

+Concursos abertos oferecem remuneração de até R$30,4 mil

Após isso, eram mostradas aos voluntários fotos com três tipos de expressões faciais para serem identificadas: um rosto com medo, um zangado e um outro neutro. A conclusão que a principal autora do estudo Lieve van Egmond chegou foi que no dia em que as pessoas haviam dormido menos elas tinham mais dificuldade para identificar os humores nas fotos. 



“Quando privados de sono, eles passaram menos tempo se fixando nos rostos. Como as expressões faciais são cruciais para entender o estado emocional de alguém, gastar menos tempo se fixando nelas após uma perda aguda de sono pode aumentar o risco de você interpretar o estado emocional de terceiros de forma imprecisa ou tardia”, apontou a pesquisadora do Departamento de Ciências Cirúrgicas da Universidade de Uppsala, na Suécia. 

A professora, porém, pondera que outras pesquisas precisam ser feitas para chegar a uma conclusão sobre até que ponto a privação de sono pode agravar esses problemas. 

“Nossos participantes eram adultos jovens. Assim, não sabemos se nossos resultados são generalizáveis para outras faixas etárias. Além disso, não temos como dizer se conclusões semelhantes seriam vistas entre aqueles que sofrem com a perda crônica de sono. Esse é um campo de estudo vasto, que pode ser explorado de inúmeras formas em investigações futuras”, encerrou.