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No topo por alguns momentos

Presidente do grupo LVMH, dono de marcas como Louis Vuitton e Givenchy, o francês Bernard Arnault superou Jeff Bezos pela segunda vez como o homem mais rico do mundo. Sua presença na lista mostra o poder do mercado de luxo.

Crédito: Divulgação

Durante algumas horas, o francês Bernard Arnault, presidente do conglomerado de luxo LVMH, ocupou a posição de homem mais rico do mundo, superando Jeff Bezos, da Amazon, e Elon Musk, da Tesla. A valorização de 0,5% das ações da LVMH e a desvalorização de 1% dos papéis da Amazon fizeram a fortuna de Arnault chegar a US$ 186,3 bilhões, US$ 300 milhões a mais que Bezos. As posições voltaram a se inverter no mesmo dia. Não é a primeira vez que isso acontece. Em dezembro de 2019, uma movimentação semelhante no mercado também colocou o francês no topo.

Na edição mais recente do ranking de bilionários da Forbes, divulgado em abril, Arnault ocupa o terceiro lugar, atrás de Bezos e Musk. Sua presença no top 10 é curiosa. A lista é dominada por americanos – há um indiano, Mukesh Ambani, na décima posição – e por empresários do ramo da tecnologia. Arnault destoa do padrão nos dois casos.

Seu desempenho, no entanto, é um indicativo da potência do conglomerado LVMH. Avaliado em US$ 394 bilhões, o grupo possui 75 marcas em seu portfólio, incluindo Louis Vuitton, Givenchy e Christian Dior , na moda; Moët & Chandon, Veuve Clicquot e Hennessy, no segmento de bebidas; Acqua di Parma e Guerlain, em perfumaria; Sephora, no varejo; e Tiffany & Co., Bulgari e TAG Heuer, em jóias e relógios.

É, também, uma amostra do bom momento que vive o mercado de luxo. No primeiro trimestre de 2021, o grupo registrou receita de US$ 16,7 bilhões, crescimento orgânico de 30% sobre o mesmo período de 2020. O resultado também fez com que as ações disparassem. Na última quarta-feira (26), os papéis da LVMH fecharam o dia cotados a 640,60 euros, alta de 25% desde o início do ano. É também reflexo da retomada econômica da Ásia e dos EUA.

DEMOCRATIZAÇÃO A estratégia recente da LVMH envolve uma forte presença on-line, nas redes e em desfiles virtuais, o lançamento contínuo de novos produtos e a colaboração com outras marcas em um processo de democratização , caso da parceria da Louis Vuitton com a NBA. “Nem todo consumidor de luxo tem a mesma preferência estética. Ao fazer produtos que atendem a outros perfis, o grupo está formando uma nova geração de clientes”, afirmou Lilyan Berlim, professora da ESPM e especialista em mercado de luxo. O desempenho recente da LVMH mostra que o diálogo com as novas forças de consumo é um caminho para o crescimento.