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No prejuízo, WeWork quer levantar dinheiro na bolsa

Embora a WeWork tenha comunicado nesta quarta-feira sua consolidação com presença em 29 países e mais de 527 mil membros, os analistas não esperam com muita positividade o IPO da empresa

No prejuízo, WeWork quer levantar dinheiro na bolsa

O futuro do mercado de escritórios é o compartilhamento de espaços, certo? A julgar pelos números, não é bem assim. A The We Company, proprietária da WeWork, empresa Americana que fornece espaços de trabalho compartilhados, apresentou prejuízo de US$ 689,7 milhões no primeiro semestre de 2019, encerrado em 30 de junho. Enquanto isso sua receita dobrou para US$ 1,54 bilhão. O resultado negativo veio a tona hoje após a empresa entrar com pedido para o seu IPO (Oferta Pública Inicial) com planos de levantar US$ 1 bilhão. Embora a WeWork tenha comunicado nesta quarta-feira sua consolidação com presença em 29 países e mais de 527 mil membros, os analistas não esperam com muita positividade o IPO da empresa. Para eles, ao entrar na bolsa, a empresa deve seguir o mesmo caminho dos unicórnios tecnológicos Uber e Lyft, que estão vendendo suas ações abaixo do mercado. O motivo que preocupa os analistas é o modelo de negócio baseado em contratos de curto prazo e obrigações de empréstimos de longo prazo. Outros, no entanto, acreditam que a empresa será bem sucedida por não ter nenhum concorrente no segmento de coworking. A WeWork espera vender US$ 3,5 bilhões em ações.

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