Dinheiro em Ação

Neeleman vende ações da Azul

Crédito: Joel Silva

Em comunicado enviado ao mercado na segunda-feira 13, a Azul informou que o seu controlador e fundador, o brasileiro de origem americana David Neeleman, vendeu quase metade de suas ações na companhia aérea. Em papeis preferenciais (sem direito a voto), ele se desfez de mais de 80% de sua posição, levantando R$ 155,3 milhões. As vendas ocorreram por meio da corretora do Citigroup, entre os dias 12 e 18 de março, com um pico no dia 16, quando levantou R$ 47,2 milhões. A negociação aconteceu num momento de queda de ações por causa dos impactos do novo coronavírus. A motivação de Neeleman para as transações é o pagamento de um empréstimo pessoal de US$ 30 milhões, contraído em 2019 e que tinha parte de suas ações como garantia. O empresário, no entanto, manteve inalterado o controle da companhia, por ainda deter 622 milhões de ações ordinárias (que dão direito a voto) – isso representa 67% desse tipo de papel na empresa. O seu share total na composição acionária caiu de 5,8% para 3,05% de participação.

FUSÃO
Eneva e AES estendem tempo para a mesa de negócios

Uma oferta de aquisição que começou sendo encarada como uma proposta hostil se transformou em conversas mais amigáveis entre as duas partes. A Eneva Energia informou ao mercado que a AES Tietê já tem conhecimento, em detalhes, de sua proposta de compra. A Eneva ofereceu o pagamento de R$ 2,75 bilhões pela AES, além da emissão de 91,9 milhões de suas ações ordinárias que seriam trocadas por similares da holding de energia paulista. A AES confirmou o recebimento dos documentos e que analisa a proposta. O prazo de resposta para a oferta foi estendido.

SISTEMA FINANCEIRO
Testes de estresse foram superados pelo coronavírus

Anualmente, o Federal Reserve (Fed) realiza testes de estresse com os bancos americanos para entender como eles podem responder a eventos catastróficos na economia. A crise causada pela pandemia do novo coronavírus, no entanto, trouxe tantos eventos negativos novos e imprevistos que se mostra pior do que qualquer simulação feita. Com isso, a nova rodada de testes não vai incluir eventos fictícios, mas sim mostrar “eventos atuais e reais”, disse Randal Quarles, vice-presidente de supervisão do Fed, em live organizada pela Universidade de Utah. Os resultados serão divulgados no fim de junho.

EMPRÉSTIMOS
Hermes Pardini capta R$ 200 milhões

Divulgação

O conselho de administração do Hermes Pardini, laboratório mineiro de diagnósticos, aprovou a captação de R$ 200 milhões junto ao Itaú Unibanco e Santander. Metade do valor será levantado em cada banco. O vencimento será em 12 meses, a custo de taxa DI mais 3,45%, no Itaú, e DI mais 3,65%, no Santander. O objetivo é aumentar a liquidez de caixa, devido à volatilidade causada pela pandemia. A empresa também proporá, em assembleia geral no dia 28 de abril, um aumento de capital de R$ 89,3 milhões, incorporando parte da reserva de lucros. Em 2019, o laboratório registrou lucro líquido de R$ 158 milhões.

CRÉDITO
Negativação adiada

A Associação Nacional de Bureaus de Crédito (ANBC), entidade que representa as empesas que fazem a análise dos dados de crédito dos consumidores, promete prorrogar em 45 dias os processos de negativação. Esse prazo costuma ficar em 10 dias após a comunicação ao devedor. O objetivo é dar mais fôlego, durante o auge da pandemia de Covid-19, aos clientes que contraíram crédito ou que fazem pagamentos parcelados. A medida passou a valer a partir da sexta-feira 17 e deverá permanecer em vigor pelo período de 90 dias.

SAÚDE
Hapvida teme impactos posteriores à pandemia

Divulgação

A gestora de planos de saúde Hapvida informou, em comunicado ao mercado, que poderá sofrer impactos adversos em seus resultados financeiros, dependendo da gravidade e duração dos atendimentos relacionados à Covid-19. O cenário se daria caso procedimentos eletivos fiquem represados por muito tempo. Por enquanto, isso tem causado uma baixa temporária de ocupação em seus hospitais e clínicas, o que pode se reverter rapidamente, causando um aumento explosivo de internações após o fim da pandemia. Há ainda a possibilidade de que diversas empesas clientes encerrem operações ou demitam funcionários, diminuindo o número de beneficiários dos planos da Hapvida.

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