TV DINHEIRO

“Não acreditamos que adquirir novos bancos gera valor para os acionistas, e sim crescer de maneira rápida e sustentável”, diz o CEO do Banco Inter

No programa MOEDA FORTE desta semana, Carlos Sambrana, diretor de redação da ISTOÉ DINHEIRO, recebe João Vitor Menin, CEO do Banco Inter. O executivo conta como um banco tradicional virou fintech e se transformou na primeira instituição financeira digital a abrir capital na Bolsa, em maio deste ano. O banco captou mais de R$ 720 milhões e tem usado parte desse dinheiro para ganhar mercado. Nesta entrevista, o CEO do Banco Inter, que teve de lidar com a notícia de vazamento de dados dos clientes após o IPO, fala também sobre os desafios futuros.

Neste terceiro bloco (acima), o executivo fala sobre a abertura de capital. “Resolvemos fazer o IPO depois de analisar o que aconteceu com a MRV em 2016 com o boom do mercado de crédito imobiliário”, diz. De acordo com Menin, o investidor local está ciente da realidade brasileira e apostou na tese da empresa de gerar negócios para o País. “O padrão do mercado é ter um número majoritário de investidores estrangeiros, mas no caso do Inter foi o contrário, com 60% de investidores nacionais”, afirma. O executivo também fala sobre novas aquisições. “Acreditamos que algumas empresas específicas podem ser complementares ao nosso negócio como meios de pagamentos e investimentos”, avalia.

BLOCO 2

O executivo fala sobre a transformação digital do banco. De acordo com Menin, o projeto do Banco Inter é uma fusão entre o mundo dos bancos tradicionais e das fintechs. “Percebemos que para ter um modelo perene e de longo prazo precisávamos nos transformar em um banco de varejo”, afirma. O executivo destaca ainda o perfil dos clientes da companhia. “No começo nossos clientes eram da geração dos Millennials. Agora, estamos atingindo um público mais velho também”, afirma.

BLOCO 1

Menin conta que, do ponto de vista operacional, o Banco Inter e a MRV são totalmente separados. “Como são duas companhias abertas precisa ter essa segregação operacional. A sinergia é intelectual”, afirma. Ao comentar o modelo de negócio da fintech, o executivo explica que os brasileiros estavam ávidos por uma nova experiência bancária. “O segredo do nosso sucesso é um tripé bem definido: facilidade, gratuidade e plataforma completa de serviços”, diz.