Estilo

Que tal um fogão de R$ 21 milhões?

Eletrodomésticos que podem custar mais do que um apartamento de luxo comprovam que requinte e sofisticação podem estar em toda a casa. Que tal um fogão de R$ 21 milhões?

Crédito: Divulgação

JÓIA RARA Feito de ferro fundido, prata e ouro, o fogão produzido pela Iron Dog foi desenhado por um artista plástico e custa US$ 4 milhões (mais de R$ 21 milhões). (Crédito: Divulgação)

Mobiliar e equipar uma casa são tarefas que demandam muita pesquisa, planejamento e, claro, dinheiro. E há opções para todos os gostos e bolsos.

Se a ideia é colocar dentro do lar o que há de melhor, os custos podem ser estratosféricos, ultrapassando, em muito, um apartamento de luxo. Nos últimos anos, grandes marcas, como Brastemp, Electrolux, Panasonic e Samsung, despertaram para o nicho de eletrodomésticos de luxo e criaram linhas que são autênticas grifes da chamada “linha branca”, produtos que equipam lavanderias e cozinhas como se fossem galerias de arte.

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Essas empresas criaram lojas-conceito e espaços exclusivos para receber os clientes, como as que se concentram na região do Jardim Europa e na rua Oscar Freire, ambas em São Paulo.

Existem inúmeros exemplos desses produtos, mas alguns chamam mais a atenção. Um deles é, sem dúvida, o fogão produzido pela americana Iron Dog, chamado de 05 Huraxdax. Projetado pelo artista plástico Joseph Michael Neustifter, o produto é fabricado em ferro fundido, prata e ouro. Com 2,5 metros de comprimento e 260 quilos, o fogão, atualmente o mais caro do mundo, é vendido apenas sob encomenda pelo nada modesto valor de US$ 4 milhões (mais de R$ 21 milhões).

Segundo a empresa, o Huraxdax é multifuncional. Além de preparar comidas e bebidas, pode ser usado para aquecer uma casa de 1 mil metros quadrados, como se fosse uma potente lareira. Apenas para efeito de comparação, o preço do super fogão equivale ao de uma luxuosa cobertura de 600 metros quadrados e cinco dormitórios na cobiçada região de Bal Harbour, em Miami. É de se imaginar que aqueles que compram um fogão de alguns milhões de dólares não vão se contentar com utensílios e panelas, digamos, normais.

PARA CLIENTES VIP Grandes fabricantes de eletrodomésticos têm lojas-conceito direcionadas ao público que faz questão de produtos exclusivos. A Brastemp é uma delas (acima). (Crédito:Divulgação)

Por isso, a ostentação motivou a centenária marca alemã Fissler a lançar uma panela adornada com alças de ouro 18 quilates e encrustada com 80 diamantes. A primeira unidade vendida saiu da loja de departamento Harrods, em Londres, no ano passado. E o preço, tão impressionante quanto sua matéria-prima, foi de R$ 384 mil. Até mesmo marcas que não costumam se posicionar no segmento de luxo, como a coreana LG, buscam seduzir esses consumidores ultra-especiais.

No Brasil, embora seja possível importar qualquer produto, as opções disponíveis no varejo têm preços mais modestos, mas não podem ser consideradas pechinchas. Em lojas tradicionais, como Casas Bahia, Magazine Luiza e Fast Shop, não é difícil encontrar refrigeradores que custam o mesmo que um carro popular. A geladeira LG French Door Studio, por exemplo, tem design premiado, tecnologia para eliminar bactérias e custa R$ 36 mil.

Já o fogão mais caro do País é o design vintage by Lofra, que tem estilo retrô, 1,2 metro de largura, sete queimadores a gás e forno duplo. Com botões e puxadores das portas em latão e estrutura em inox escovado, tem preço em torno dos R$ 70 mil. Para harmonizar os equipamentos da cozinha com todo o ambiente, uma das pias mais sofisticadas hoje em dia é a da grife suíça KWC. Além de conter uma cuba comum, possui várias repartições para o usuário manipular e cortar os alimentos, economizando espaço. Seu preço, dependendo das dimensões, chega a US$ 15 mil (mais de R$ 80 mil).

ALÉM DO GELO A geladeira Smeg é produzida na Itália e tem revestimento em jeans tratado, que não mancha e não suja. No Brasil, custa R$ 25 mil. (Crédito:Divulgação)

DESIGN ITALIANO Para quem prima pelo estilo, a geladeira italiana Smeg tem revestimento em tecido jeans tratado, que não mancha e não suja. Foram lançadas apenas 500 peças, mas o sucesso está sendo tanto, que a marca pretende produzir mais unidades. Vendida por 2 mil euros (cerca de R$ 12 mil) na Europa, pode custar até R$ 25 mil no Brasil, incluindo as taxas de importação. “Produtos com design e estilo não custam mais apenas por sua funcionalidade, mas por atributos como exclusividade e elegância. São como obras de arte”, disse Vittorio Bertazzoni, CEO da Smeg, em entrevista ao site Gourmet Traveller. “Os consumidores finais em todo o mundo nos recompensam pela qualidade e criatividade de nossos produtos. Eles dizem que a necessidade é a mãe da invenção. Nós, italianos, somos mais inventivos do que a maioria.” Assim, as cozinhas vão ficando cada vez mais sofisticadas. E caras.

Quarentena faz eletrodomésticos ganharem espaço

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O isolamento social causado pela pandemia mudou os hábitos de consumo. Diante da necessidade de sintonizar a rotina do home office com os cuidados da casa e dos filhos, as famílias elevaram o patamar de importância dos eletrodomésticos. Segundo pesquisa da consultoria GfK, as vendas on-line de aspirador de pó, por exemplo, mais do que triplicaram na semana de 30 de março a 5 de abril, na comparação anual. Outros itens domésticos, como liquidificadores, fritadeiras elétricas e ventiladores, registraram alta de mais de 100% no e-commerce. Somando varejo físico e digital, as vendas de eletroeletrônicos pela internet subiram 62,9%. “Os consumidores se voltaram para o lar e perceberam todas as dificuldades em relação a cozinha, faxina e educação dos filhos”, diz Fernando Baialuna, diretor de varejo da GfK.

“A decisão foi privilegiar o conforto e comprar itens que ajudem a atravessar
a quarentena.” Como o home office impõe novas ferramentas para a realização de reuniões, a procura por eletrônicos também aqueceu. O segmento de tablets, que nos últimos anos vem diminuindo mês a mês, voltou a crescer. Pela constatação da Gfk, as vendas acumuladas do produto em lojas físicas e on-line nas primeiras 14 semanas deste ano cresceram 1%, sendo que em igual período de 2019 caíram 6%. Somente nas lojas virtuais, a expansão no acumulado deste ano é de 41%, enquanto a queda no ano passado era de 7%. Só na semana de 30 de março a 5 de abril, as vendas digitais de tablets subiram 111,6%.

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