Política

Na CPI, Dominguetti mostra áudio e diz que Miranda tentou intermediar venda da Davati

Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Luiz Paulo Dominguetti chega à CPI da Covid-19 para depor sobre o pedido de propina pelo Ministério da Saúde (Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O cabo da Polícia Militar Luiz Paulo Dominguetti Pereira confirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 nesta quinta-feira (1) que participou de uma reunião com integrantes do Ministério da Saúde na qual teria sido pedido propina de US$ 1 dólar por cada dose da vacina AstraZeneca.

O depoente ainda citou que o deputado federal Luis Claudio Miranda (DEM-DF) ofereceu-se para intermediar a transação entre a Davati e o Ministério da Saúde. Ele divulgou um áudio em que o parlamentar tenta se credenciar como intermediário à compra da vacina da AstraZeneza. Miranda foi à CPI na última sexta-feira (25), junto o irmão Luis Ricardo Miranda, denunciar irregularidades na compra da vacina da Covaxin.

O encontro em que a propina teria sido pedido aconteceu em um shopping em Brasília, com a presença de Roberto Ferreira Dias, então diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, coronel Marcelo Blanco da Costa, então diretor substituto do Departamento de Logística. Ambos foram exonerados nesta quarta-feira (31) do Ministério da Saúde após as denúncias.

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O depoente disse ainda ter uma quarta pessoa no encontro, um empresário do qual não se recorda o nome.

Dominguetti disse ser representante da Davati no Brasil desde janeiro e que tinha autorização para negociar com o governo em nome da empresa. E-mails obtidos pela Folha de S. Paulo mostram que o Ministério da Saúde negociou oficiamente a compra da vacina AstraZeneca com representantes da Davati.

Dominguetti diz não saber se a Davati possui licença oficial da AstraZeneca para vender os imunizantes e disse que o dono da empresa brasileira, Herman Cárdenas, saberia responder.

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