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Mundo dos negócios mira o bolso de Trump e seus apoiadores

Após a invasão do Capitólio, muitas grandes empresas, incluindo alguns grandes bancos, decidiram cortar seus laços financeiros com Donald Trump e seus apoiadores.

O Deutsche Bank decidiu que não faria mais negócios no futuro com o presidente dos Estados Unidos e suas empresas, exceto pelo reembolso dos mais de 300 milhões de dólares que Trump deve ao banco.

O Signature Bank começou a fechar as contas pessoais do empresário que se tornou presidente, que tinha 5,3 milhões de dólares naquele estabelecimento, segundo o último relatório oficial.

Muitos nomes de peso do mundo dos negócios foram rápidos em denunciar a violência da última quarta-feira, quando partidários do presidente entraram à força no Congresso em 6 de janeiro.



O poderoso sindicato AFL-CIO, o investidor Nelson Peltz e a empresa Ben & Jerry’s chegaram a pedir a renúncia do presidente.

Outras empresas decidiram ir além das palavras.

O Twitter suspendeu o presidente de sua plataforma de comunicação favorita ao encerrar permanentemente sua conta, e outras redes sociais como Facebook e Instagram suspenderam seu perfil.

A plataforma de vendas online Shopify fechou páginas oficiais que vendem itens com sua imagem. Já o serviço de pagamento online Stripe decidiu parar de lidar com transações para o site de campanha de Trump.

Várias empresas como a gigante hoteleira Marriott, a seguradora Blue Cross Blue Shield e a American Express indicaram que suspenderiam todas as doações a legisladores republicanos que se opuseram em 6 de janeiro a validar os resultados da eleição presidencial de novembro vencida por Joe Biden.

– Por quanto tempo? –

Outras grandes empresas como o banco JPMorgan Chase, a gigante da informática Microsoft, a rede social Facebook ou o Google decidiram suspender todas as atividades de seus Comitês de Ação Política (PAC), favoráveis tanto a republicanos como a democratas.

Essas entidades denominadas PAC arrecadam doações de funcionários para encaminhar aos candidatos ou partidos políticos escolhidos pela empresa.

Não é certo, porém, que esse distanciamento entre o mundo dos negócios e a política se perpetue.

Suspender contribuições para legisladores que votaram contra a certificação de Biden em 6 de janeiro “pode ter um impacto real ao enviar a mensagem clara de que quebrar as normas democráticas e desinformar não será tolerado”, alertou Daniel Newman, co-fundador da organização MapLight, que estuda o financiamento de partidos e lideranças políticas.

Mas “é preciso mais do que autorregulação das empresas para reparar nossa democracia danificada”, acrescentou, defendendo uma reforma das finanças políticas e transparência governamental.

“É um verdadeiro momento de sinceridade? Eles realmente mudaram de comportamento? Ou voltarão aos velhos hábitos depois de um certo tempo?”, questionou Bruce Freed, do Centro pela Responsabilidade Política.

No JPMorgan Chase, a suspensão das contribuições do PAC será por “pelo menos seis meses”, enquanto no Facebook será por “pelo menos três meses”.

Essas empresas ainda podem fazer contribuições fora desse mecanismo, para suas federações profissionais, por exemplo, que podem doar o dinheiro para candidatos específicos.

“Eles também colocarão um limite nesses tipos de despesas?” Perguntou Bruce Freed.

O presidente eleito Joe Biden prometeu aumentar os impostos das empresas e aumentar o salário mínimo por hora, o que sugere que as grandes empresas provavelmente voltarão a frequentar os escritórios dos legisladores quando o novo Congresso tomar posse.

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