Economia

Mudanças no INSS começam em março: entenda os impactos no seu bolso

Em março, as novas regras de contribuição da previdência entram em vigor, com isso os descontos do INSS nos salários dos trabalhadores brasileiros também vão sofrer alterações.

Segundo relatório do Ministério de Economia, a nova regra deve beneficiar quem recebe um salário menor, que terá as alíquotas do INSS reduzidas. Já quem ganha mais, passará a fazer uma contribuição maior.

No setor privado, por exemplo, os descontos que estavam entre 8% e 11% do salário devem mudar para o intervalo de 7,5% a 14%. Já os funcionários públicos vão ter unificação dos descontos, com contribuições que podem chegar a 22%.

Com as mudanças é preciso ficar atento também às alíquotas progressivas e efetivas com incidência em cada parcela do salário, que muda de acordo com a faixa porcentual de recolhimento de imposto. “Quanto mais você ganha, maior é o porcentual sobre este novo ganho. Por exemplo, se você ganha um salário mínimo de R$ 1.031, a sua taxa de recolhimento é de 7,5%. Já se você ganha 2000 reais, você vai pagar 7,5% pelos R$ 1.031 e 9% da diferença do seu salário atual com o mínimo (R$2000 – R$1031)”, explica Cintia Senna contadora e mestre em educação financeira pelo Instituto DSOP.

Este padrão equivale para todos os salários da contribuição.  Confira mais no vídeo.

Com as mudanças nas alíquotas também foi fixado um teto de benefícios do INSS de R$ 6.101,06, de acordo com o reajuste de 4,48% por causa da inflação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE.

 

Cintia acrescenta que se uma pessoa ganhar R$ 20 mil de salário, só pagará 14% do teto (R$ 6.101,06) ao INSS, porque na hora de se aposentar esse será o valor de benefício máximo que poderá receber. “Este é um bom motivo para que pessoas com salários altos pensem em uma previdência complementar, seja na renda fixa ou variável, para poder garantir o mesmo padrão de vida durante a aposentadoria”, recomenda a educadora financeira.

A nova norma beneficiará quem tem salários menores. Contudo, para quem ganha mais de dois salários mínimos Cintia recomenda avaliar qual é o nosso perfil de investidor e pensar em fontes de recurso além do INSS. “É importante diversificar entre renda fixa e variável, uma alternativa interessante a longo prazo é o Tesouro IPCA com vencimentos que vão de 2024 até 2050”, recomenda.

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