Ciência

MSC planeja volta de cruzeiros com 10% de cabines reservadas contra covid-19

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Os navios da MSC estão parados desde março, quando a pandemia da covid-19 tomou conta do mundo (Crédito: Divulgação)

A MSC, uma das grandes empresas de cruzeiros no mundo, pretende retomar suas viagens ainda nesta fase de verão no hemisfério norte, com 70% da capacidade máxima de passageiros por transatlântico e pelo menos 10% das cabines reservadas para atender pessoas que apresentem sintomas da covid-19.

Em entrevista ao UOL, Gianni Onorato, CEO da companhia, disse que todos os passageiros e tripulantes serão testados antes do embarque e que dentro dos navios haverá centros médicos equipados para testar e tratar pacientes.

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Os alimentos self-service também deixarão de existir nesta retomada, bem como os cardápios de papel, que serão substituídos por cardápios virtuais. Os pratos serão escolhidos pelo cliente e preparados pelos funcionários.

Áreas de entretenimento, como os teatros, funcionarão com apenas 50% da capacidade e os hóspedes poderão sair dos navios em visitas guiadas, sempre usando máscara.

Outro ponto importante é a negociação com portos onde a companhia atua para facilitar a remoção de passageiros que venham a contrair covid-19 a bordo, evitando disseminações da doença.

Setor de cruzeiros marítimas segue se preparando

O setor de viagens marítimas ainda aguarda a retomada da temporada, mas com o fechamento dos portos e as novas restrições sanitárias, navegar parece complicado. O Mediterrâneo tinha grandes expectativas devido à situação relativamente estável da pandemia na Europa no início do verão. A reabertura dos seis principais portos gregos em 1 de agosto soou como a sirene de um navio prestes a zarpar.

Apesar disso, na segunda-feira (3), a número um do setor, Carnival Cruise Line, decidiu adiar suas primeiras viagens que estavam previstas para esta semana, devido à falta de sinal verde da Itália.

No mesmo dia, o norueguês Hurtigruten suspendeu seus cruzeiros de expedição após descobrir dezenas de casos de coronavírus em um de seus navios. A Noruega impôs restrições aos cruzeiros em sua costa.

“Os poucos sinais vislumbrados indicam a segunda quinzena, ou até a última semana de agosto”, declarou à AFP Erminio Eschena, presidente da Clia France, a associação que reúne os principais armadores.

Enquanto isso, as empresas trabalham sem parar nos protocolos de saúde, divulgados no início da semana. Os cruzeiros tentaram antecipar cada detalhe com verificações repetidas, tanto com a tripulação como com os passageiros e equipamentos médicos reforçados.

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