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MRV vende portfólio de crédito por R$349,4 mi; ação lidera altas do Ibovespa

MRV vende portfólio de crédito por R$349,4 mi; ação lidera altas do Ibovespa

Bolsa de Valores



SÃO PAULO (Reuters) – A MRV comunicou nesta sexta-feira que liquidou as operações referentes à venda de carteira de crédito (pró-soluto) e que receberá um valor líquido total de 349,4 milhões de reais.

As vendas foram realizadas em duas operações de securitização de certificados de recebíveis imobiliários distintos, que foram distribuídos por meio de oferta pública com esforços restritos, segundo fato relevante da construtora.

O CRI Pro Soluto I levantou um valor líquido de cerca de 199,7 milhões de reais e o CRI Pro Soluto II, alcançou aproximadamente 149,8 milhões de reais.

Analistas do Bradesco BBI afirmaram que a notícia é positiva porque ajuda a conter a alavancagem da MRV “em um momento de inflação galopante da construção no Brasil e queima de caixa significativa no ramp-up da operação nos Estados Unidos




Além disso, destacaram em nota a clientes, a operação mostra a venda de recebíveis pró-soluto como uma crescente alternativa de financiamento a construtoras de baixa renda, uma estrutura de crédito incomum até muito recentemente, com espaço para crescer.

Eles estimam que o valor deve entrar no balanço do terceiro trimestre da companhia.

Por volta de 13h55, os papéis da MRV subiam 5,89%, a 8,27 reais cada, melhor desempenho entre as ações do Ibovespa, que recuava 0,26%.


Na noite da véspera, a companhia também anunciou a venda de dois empreendimentos na Flórida, nos EUA, com valor geral de venda (VGV) de 195 milhões de dólares, representando um lucro bruto de 71,6 milhões de dólares.

A equipe da Guide Investimentos disse que o negócio é positivo. “A venda representa mais uma operação que acelera suas operações nos EUA, estimulando mais os investimentos no país”, afirmaram analistas em comentários a clientes.

A companhia também anunciou na quinta-feira pela manhã novo programa de recompra de até 2% das suas ações em circulação no mercado, com prazo até dezembro de 2023.

(Por Paula Arend Laier; edição de André Romani)

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